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"Posso 'joaquinizar", diz Datena sobre desistir de candidatura

Por Mônica Bergamo (Colunista da Folha de São Paulo desde abril de 1999).

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O apresentador Luiz Datena (DEM-SP) diz que pode desistir de ser candidato ao Senado "se alguém me torrar a paciência no meio do caminho".

"Ainda sou pré-candidato. Mas posso dar uma bica na bola e acabou", disse ele à coluna.

Datena afirma que essa não é a sua intenção e que pretende ir até fim já que tem muita vontade de ajudar o país.

Um dos problemas que surgiram depois que anunciou que poderia concorrer, porém, é a resistência de sua família.

"A mulher [Matilde] não dorme, chora o dia inteiro pedindo que eu desista. O filho [Joel] diz o tempo todo: 'Ô pai, para com isso.' Outro filho, Vicente, também não quer. É difícil. É um jogo contra dentro de casa", afirma.

"Eu acredito que posso fazer muito pelo país. Mas é duro, é duro, é duro", repete Datena, que diz ter acordado hoje "às 4h17 para caminhar, em velocidade reduzida, refletindo sobre a vida".

"Posso 'joaquinizar'", segue ele, referindo-se ao ex-presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Joaquim Barbosa, que desistiu de se lançar à presidência pelo PSB.

Datena diz também que "a política é mais complexa e tem mais problemas do que a gente pensa. Muito mais".

vídeo que ele gravou elogiando o presidenciável Geraldo Alckmin (PSDB-SP), por exemplo, deu repercussão maior do que imaginava. O DEM, que ainda não fechou acordo com o tucano, não gostou da gravação. "Não sabia que eu era tão importante", diz Datena, que é filiado à legenda. 

"Desistir é a coisa mais difícil que existe para o ser humano. Às vezes se desiste estando próximo de conseguir o que você quer. Tenho uma vontade enorme de ajudar o Brasil", repete.

Ou seja, ele permanece candidato? "Sim, eu sou candidato. Mas o futuro a Deus pertence. Estamos vivos agora, daqui a um minuto podemos ter um AVC e cair mortos."

FONTE/CRÉDITOS: Por Mônica Bergamo, na Folha de São Paulo
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