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Futebol Brasileirão

Chances de permanência do Grêmio caem para 18%, e do Inter a 47%; Corinthians se complica

Dupla Gre-Nal perde na rodada e se mantém no Z-4, mas tropeço do time paulista, em casa, deixa tudo embolado.

Chances de permanência do Grêmio caem para 18%, e do Inter a 47%; Corinthians se complica
Bruno Imaizumi/Gato Mestre
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A situação da dupla Gre-Nal no Campeonato Brasileiro está cada vez mais difícil. Grêmio e Internacional perderam na 31ª rodada e reduziram as possibilidades de permanência na Série A. O Tricolor caiu de 24,83% para 17,92% de ficar na elite, enquanto o Colorado estava com 59,8% e agora tem 47,18%.

Segundo as simulações feitas pelo economista Bruno Imaizumi, em parceria com a equipe do Gato Mestre, as chances de os times gaúchos serem rebaixados juntos para a Série B são de 43,35%. De ambos ficarem na elite no futebol brasileiro, de apenas 8,45%.

A rodada só não foi pior para Grêmio e Internacional, principalmente, por conta do empate do Corinthians em 1 a 1 com o Vitória, na Neo Química Arena. Com o tropeço, o time paulista, primeiro fora da zona de rebaixamento, não se distanciou e está com 33 pontos, somente um acima do Colorado e dois a mais que o Tricolor. As chances de o Corinthians ficar na Série A reduziram de 79,48% para 72,15%.

O Vasco perdeu por 1 a 0 para o São Paulo, no Morumbis, e também não conseguiu se desgarrar nessa luta. Apesar do resultado, tem boas possibilidades de ficar na Série A: 92,78%. Com um jogo a menos que os concorrentes, o time carioca terá um confronto direto contra o Corinthians, no sábado, em São Januário. O adversário está uma posição abaixo na tabela e com dois pontos a menos.

Quem aumentou consideravelmente as chances de permanência foi o Mirassol, que superou o Internacional, primeiro do Z-4, e abriu quatro pontos para o adversário. O Leão foi de 62,14% para 82,73% de possibilidades de seguir na Série A.

Bruno Imaizumi/Gato Mestre *Percentual de chances de permanecer na Série A em 2027 a partir de modelos estatísticos aplicados sobre microdados coletados pela equipe do Gato Mestre desde 2013
Bruno Imaizumi/Gato Mestre *Percentual de chances de permanecer na Série A em 2027 a partir de modelos estatísticos aplicados sobre microdados coletados pela equipe do Gato Mestre desde 2013

Chances de Libertadores


A disputa por uma vaga na Libertadores está bem acirrada. O Cruzeiro subiu duas posições e é o novo integrante do G-4. O Cabuloso venceu o Grêmio, fora de casa, e com as derrotas de Fluminense para o Santos e do Bahia para o líder Flamengo, saltou da sexta para a quarta posição. O time mineiro subiu de 27,73% a 48,47% de chance de terminar o Brasileirão entre os quatro primeiros colocados. O aumento de 20,74 pontos percentuais foi o maior da rodada.

O terceiro colocado Athletico-PR, por sua vez, perdeu em casa para o vice-líder Palmeiras e teve uma redução de 71,89% para 63,74% nas chances de ficar no G-4. O Fluminense caiu para o quinto lugar e tem no momento 33,55% de possibilidade de se classificar direto para a Libertadores do próximo ano.

Um detalhe importante nessa briga para disputar o torneio continental em 2027. Caso Flamengo e Palmeiras se classifiquem para a final da Libertadores nesta semana, abre-se mais uma vaga direta para a competição sul-americana e o G-5 vira G-6.

E ainda pode aumentar. O Atlético-MG, sexto colocado no Brasileirão, está a um passo da final da Sul-Americana, após vencer o Montevideo City Torque, por 3 a 0, no jogo de ida da semifinal. Os times se enfrentam novamente na próxima quarta-feira. Se o Galo garantir vaga na decisão e conquistar o título, o time se classifica para a fase de grupos da Liberta. Neste cenário e com o Atlético-MG entre os seis primeiros colocados no Brasileiro, as vagas iriam até o G-7.

Metodologia


Apresentamos as probabilidades estatísticas baseadas nos parâmetros do modelo de "Gols Esperados" ou "Expectativa de Gols" (xG), uma métrica consolidada na análise de dados que tem como referência as finalizações cadastradas pelo Gato Mestre em 5.248 jogos do Brasileirão desde a edição de 2013.

As variáveis consideradas no modelo são: (1) a distância e o ângulo da finalização em relação ao gol; (2) se a finalização foi feita cara a cara com o goleiro; (3) se foi feita sem a presença do goleiro; (4) a parte do corpo utilizada para concluir; (5) se a finalização foi feita de primeira, ajeitada ou carregada; se o chute foi feito com a perna boa ou ruim do jogador; (6) a origem do lance (pênalti, escanteio, cruzamento, falta direta, roubada de bola, lateral, etc); (7) se a assistência foi feita de dentro da área; (8) a posição em que o atleta joga; (9) indicadores de força do chute; (10) o valor de mercado das equipes em cada temporada a partir de dados do site Transfermarkt (como proxy de qualidade do elenco); (11) o tempo de jogo; (12) a idade do jogador; (13) a altura do goleiro em jogadas originadas de bolas aéreas; (14) a diferença no placar no momento de cada finalização.

De cada cem finalizações da meia-lua, por exemplo, apenas sete viram gol. Então, uma finalização da meia-lua tem expectativa de gol (xG) de cerca de 0,07. Cada posição do campo tem uma expectativa diferente de uma finalização virar gol, que cresce se for um contra-ataque por haver menos adversários para evitar a conclusão da jogada. Cada pontuação é somada ao longo da partida para se chegar ao xG total de uma equipe em cada jogo. Essa variação indica as chances de os times vencerem cada adversário e, a partir daí, é calculada a chance de os clubes terminarem o campeonato em cada posição.

O modelo empregado nas análises segue uma distribuição estatística chamada Poisson Bivariada, que calcula as probabilidades de eventos (no caso, os gols de cada equipe) acontecerem dentro de um certo intervalo de tempo (o jogo). Para chegar às previsões sobre as chances de cada time terminar o campeonato em cada posição foi empregado o método de Monte Carlo, que basicamente se baseia em simulações para gerar resultados. Para cada jogo ainda não disputado, realizamos dez mil simulações.

*Gato Mestre é formado pelos jornalistas Arthur Sandes, Davi Barros, Felipe Tavares, Guilherme Maniaudet, Gustavo Figueiredo, José Victor Meirinho, Leandro Silva, Lorrayne Vieira (estagiária), Roberto Maleson, Rodrigo Breves e Valmir Storti, pelos cientistas de dados Bruno Benício e Vitor Patalano e pelo programador Gusthavo Macedo.

FONTE/CRÉDITOS: Globo Esporte

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