Assim que soube do acerto de Alexandre Pato com o São Paulo, na tarde da última quarta-feira, o diretor de futebol do Palmeiras, Alexandre Mattos, irritou-se profundamente. O técnico Luiz Felipe Scolari, ao contrário, relevou a desistência do atacante de vestir a camisa alviverde e não chegou a se incomodar.
Segundo pessoas envolvidas na negociação, Mattos foi informado pelo representante de Pato, André Cury, com a seguinte mensagem: o pai do jogador avisava que, caso a oferta rival fosse igualada, ele toparia assinar com o Palmeiras. Como resposta, irritado pela alteração do acordo, mandou uma série de palavrões.
A ideia do Palmeiras, apresentada depois de Felipão ter sido convencido pelo próprio Pato de que se tratava de um bom negócio, era de um contrato curto, válido até dezembro, com salário entre R$ 450 mil e R$ 600 mil mensais.
Já a proposta final do São Paulo foi por quatro anos, numa operação de 8,6 milhões de euros. O Palmeiras também não descartava estender o contrato por mais três anos, mas não sem uma nova discussão entre as partes no segundo semestre.
Quando recebeu a notícia de que o atacante havia assinado com o São Paulo, Felipão reagiu com tranquilidade. Disse ao seu empresário, Jorge Machado (velho conhecido da família de Pato e que havia intermediado o contato com o treinador, a pedido do próprio jogador), que "se não era para ser, tudo bem".
Felipão entendia que, motivado, Pato aumentaria o poder de finalização do Palmeiras. Mas, curiosamente, o desfecho da negociação ocorreu no dia seguinte à partida em que seu time melhor aproveitou as oportunidades criadas e goleou o Novorizontino por 5 a 0.
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