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Segunda-feira, 27 de Abril de 2026
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Brasil desiste de extradição e Justiça manda soltar militares paraguaios no caso Dakovo

Investigação revela esquema internacional de tráfico de armas que abastecia facções brasileiras

Brasil desiste de extradição e Justiça manda soltar militares paraguaios no caso Dakovo
General de divisão da reserva, Jorge Antonio Orué Roa/Foto: Arcenio Acuña Rojas.
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A Justiça do Brasil desistiu do pedido de extradição de dois militares paraguaios investigados no caso Dakovo. Com isso, o juiz de Crime Organizado Osmar David Legal Troche determinou a liberdade de ambos no processo internacional. A informação foi publicada pelo jornal paraguaio ABC Collor. 

Os beneficiados são o general da reserva Jorge Antonio Orué Roa, de 62 anos, e o coronel também da reserva Bienvenido Santiago Fretes González, de 55 anos. Eles são os últimos envolvidos na operação Dakovo que permaneciam presos no presídio militar de Viñas Cue.

A decisão foi tomada após o envio oficial da desistência do pedido de extradição por parte das autoridades brasileiras. Com isso, o magistrado suspendeu a execução da prisão preventiva relacionada a esse processo. Os dois já haviam sido absolvidos no Brasil no último dia 7 de abril.

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Apesar da decisão, Orué e Fretes seguem presos provisoriamente e devem passar por nova audiência nesta semana, quando a Justiça do Paraguai analisará um processo local pelos mesmos fatos, ligado ao tráfico de armas.

Entenda o caso Dakovo

A Operação Dakovo, deflagrada em dezembro de 2023, investigou um esquema internacional de tráfico de armas com atuação entre Paraguai e Brasil.

Segundo as apurações, a organização criminosa operava de forma estruturada:

  • armas eram compradas legalmente na Europa
  • importadas por empresas no Paraguai
  • tinham a identificação adulterada
  • e eram desviadas para o mercado ilegal

Grande parte desse armamento tinha como destino facções criminosas brasileiras, o que motivou o interesse direto do Brasil nas investigações e nos pedidos de extradição.

As suspeitas também envolvem a participação de agentes públicos, que teriam facilitado registros e liberações de armamentos, dando aparência legal ao esquema.

Outros envolvidos

A absolvição no Brasil também beneficiou outras duas militares paraguaias: a capitã Josefina Cuevas Galeano e a tenente Cinthia María Turró Braga, que já deixaram a prisão e cumprem medidas com tornozeleira eletrônica.

Outro investigado no caso, o general da reserva Arturo Javier González Ocampo, também já foi liberado anteriormente.

As investigações ainda apontam ligação com a empresa International Auto Supply SA, relacionada ao empresário argentino Diego Hernán Dirisio e à paraguaia Julieta Vanessa Nardi Aranda, que já foram presos na Argentina e atualmente respondem em liberdade com monitoramento eletrônico.

O caso segue em andamento no Paraguai e deve ter novos desdobramentos a partir das decisões judiciais previstas para os próximos dias.

FONTE/CRÉDITOS: Catve
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