Dois brasileiros foram sequestrados e tiveram uma carga de celulares iPhone avaliada em US$ 400 mil roubada na tarde de terça-feira (4), em Ciudad del Este, no Paraguai. Um homem de 28 anos, proprietário de um dos veículos usados no crime, foi preso durante a investigação.
As vítimas, de 40 e 42 anos, moram no Paraná Country Club, em Hernandarias, cidade vizinha a Ciudad del Este.
Segundo a Polícia Nacional do Paraguai, os brasileiros estavam em uma caminhonete quando foram interceptados por quatro ou cinco homens armados e encapuzados. A abordagem ocorreu nas proximidades do quilômetro 4, a poucos metros do viaduto que liga as rodovias PY02 e PY07.
Os criminosos obrigaram as vítimas a entrar em outro veículo e seguiram em direção a Hernandarias. A caminhonete dos brasileiros também foi levada pela quadrilha.
Após o roubo da carga de celulares, os brasileiros foram libertados. Os veículos levados e usados durante a ação foram posteriormente abandonados pelos assaltantes.
Dono de carro usado no crime é preso
Durante as investigações, agentes do Departamento de Investigação Criminal prenderam um homem de 28 anos. Ele é o proprietário do carro utilizado pela quadrilha para transportar as vítimas.
Em depoimento, o homem afirmou que havia emprestado o automóvel a um primo, também de 28 anos. Segundo o relato apresentado à polícia, o parente teria informado que usaria o carro para um suposto trabalho.
O proprietário disse ainda que, após o crime, foi informado de que o automóvel havia sido abandonado na rodovia PY07, no caminho para Hernandarias. A polícia investiga se ele sabia que o veículo seria usado no assalto e procura pelos demais envolvidos.
Crime foi filmado
Parte da ação foi registrada por pessoas que passavam pelo local. Testemunhas teriam ouvido as vítimas falando português, o que reforçou a informação de que os dois homens seriam brasileiros.
A Polícia Nacional busca outras gravações de câmeras de segurança da região para reconstruir o trajeto dos criminosos e identificar todos os integrantes da quadrilha. O caso continua sob investigação.
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