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Sabado, 02 de Maio de 2026
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Como o avanço da cannabis medicinal pode movimentar mercado bilionário no Brasil

Medicamentos brasileiros de cannabis devem levar de cinco a seis anos para chegar ao mercado, segundo especialista

Como o avanço da cannabis medicinal pode movimentar mercado bilionário no Brasil
Diversas empresas têm interesse em investir em maconha medicinal no Brasil — Foto: Globo Rural
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O Departamento de Justiça dos Estados Unidos anunciou, na semana passada, a reclassificação da cannabis medicinal, com a flexibilização imediata das restrições sobre produtos que contêm a substância. Com isso, ela deixou a categoria de drogas consideradas altamente viciantes, como a heroína, e passou a integrar uma classificação menos restritiva, destinada a substâncias com menor potencial de dependência, como analgésicos, cetamina e testosterona.

A mudança representa uma das maiores transformações na política de drogas norte-americana dos últimos anos. A medida não legaliza a substância em todo o território, mas, segundo projeções, deve remodelar uma indústria estimada em US$ 47 bilhões, que ainda enfrenta barreiras em nível federal. Além disso, pode reduzir entraves para pesquisas medicinais, aliviar a carga tributária e facilitar o acesso das empresas a financiamento.

O movimento reforça uma tendência global de revisão das políticas relacionadas à cannabis, que também se reflete no Brasil. Após anos de discussões em diferentes esferas, o cultivo para fins terapêuticos no país foi aprovado em janeiro deste ano, por unanimidade, pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

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Com isso, passou a ser permitida a venda de canabidiol em farmácias de manipulação, bem como o cultivo da planta no país por pessoas jurídicas, voltado à fabricação de medicamentos e outros produtos aprovados. Nesse caso, a produção é restrita e deve ser compatível com a demanda, conforme informado pelas empresas à Anvisa.

Além disso, a nova medida passou a permitir a comercialização de medicamentos de uso bucal, sublingual e dermatológico. Também autoriza a importação da planta ou de seus extratos para a fabricação desses produtos.

O documento que embasou a decisão considerou 29 consultas com associações de pacientes, experiências internacionais, análise de estudos científicos enviados por 139 pesquisadores e discussões com representantes do Ministério da Saúde, do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), do Ministério da Justiça e da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). O Brasil já conta com cerca de 49 produtos de cannabis medicinal autorizados, pertencentes a 24 empresas, aprovados pela Anvisa.

Um passo de cada vez

A regulamentação da cannabis medicinal representa um avanço científico e sanitário no país, segundo Thiago Ermano, presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Cannabis e Cânhamo (Abicann).

“A partir de 2025 para 2026, ela entrou na rota da pesquisa, da ciência e da inovação. Ou seja, nem os medicamentos tradicionais têm todos os insumos farmacêuticos produzidos no Brasil, mas nós teremos a cannabis”, afirma.

FONTE/CRÉDITOS: Globo Rural
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