O Superior Tribunal de Justiça (STJ) autorizou, nesta segunda-feira (20), a exumação do corpo do ex-ditador paraguaio Alfredo Stroessner, enterrado em Brasília. A autorização ocorreu após ação movida pelo paraguaio Enrique Alfredo Fleitas, que afirma ser filho do general e reivindica uma herança estimada em cerca de US$ 20 milhões.
Sepultura esquecida
A sepultura do ex-ditador, que quase ninguém visita desde sua morte, está no lote 3473 do setor A do bloco 701 do cemitério. Seus restos
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) autorizou, nesta segunda-feira (20), a exumação do corpo do ex-ditador paraguaio Alfredo Stroessner, enterrado em Brasília. A autorização ocorreu após ação movida pelo paraguaio Enrique Alfredo Fleitas, que afirma ser filho do general e reivindica uma herança estimada em cerca de US$ 20 milhões.
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) explica que a exumação dos restos mortais do ex-ditador foi aceita por Graciela Concepción Stroessner Mora, filha do general, que reside no Paraguai, tem 74 anos e é até então, de acordo com a documentação oficial, a “única herdeira viva do falecido”.
Sepultura esquecida
A sepultura do ex-ditador, que quase ninguém visita desde sua morte, está no lote 3473 do setor A do bloco 701 do cemitério. Seus restos mortais foram enterrados e cobertos com uma bandeira paraguaia e outra do partido Colorado.
Stroessner governou o Paraguai de 1954 até 1989. Foi um dos homens mais poderosos da América do Sul durante o período. Morreu aos 93 anos, em 16 de agosto de 2006, em Brasília, onde viveu no exílio e no ostracismo político desde fevereiro de 1989, quando o regime que presidia com mão de ferro caiu.
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