No dia 14 de outubro de 2025, foi iniciado um importante trabalho de reflorestamento com espécies nativas da Mata Atlântica no Sítio Libélulas, localizado na Linha Corrêa Porto, em Santa Helena (PR). A ação integra um projeto de recuperação de área degradada, motivado pelos proprietários Vilmar de Souza e Talia Peiter, que buscam transformar o local em uma Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) — uma categoria de unidade de conservação de caráter perpétuo, voltada à preservação da natureza em propriedades privadas.
O reflorestamento contou com suporte técnico dos biólogos Marco Aurélio Tonelotto e Ana Paula Zingler, profissionais que vêm desenvolvendo ações ambientais voltadas à recuperação de ecossistemas e à promoção da sustentabilidade em Santa Helena e região.
A inserção de espécies nativas da Mata Atlântica foi um dos principais focos da iniciativa, por seu papel essencial na manutenção do equilíbrio ecológico, oferecendo alimento e abrigo à fauna silvestre, protegendo o solo e os recursos hídricos, além de reconectar fragmentos florestais e criar corredores ecológicos que favorecem a biodiversidade local.

Espécies ameaçadas de extinção, como o cedro-rosa (Cedrela fissilis) e o pinheiro-do-paraná (Araucaria angustifólia) foram plantados na área. Todas as espécies foram adquiridas gratuitamente pelo Instituto Água e Terra.
De acordo com a bióloga Ana Paula Zingler, a criação de RPPNs é uma estratégia eficaz de conservação a longo prazo.
“As RPPN’s são áreas de proteção perpétua, o que significa que estarão sempre resguardadas por lei, garantindo a preservação das espécies e dos ecossistemas ao longo do tempo. Além disso, plantar espécies nativas e restaurar o bioma da Mata Atlântica — um dos mais ameaçados do mundo — é uma forma de devolver à natureza sua diversidade e equilíbrio, promovendo benefícios ecológicos que ultrapassam os limites da propriedade”, explica a bióloga.
Marco Aurélio reforça que o proprietário que tiver interesse em implantar uma RPPN em sua propriedade em Santa Helena, contará incentivos econômicos, como prevê Programa Municipal de Pagamento por Serviços Ambientais – PMPSA, através da a Lei Municipal nº 2.944, de 15 de março de 2022.
Os proprietários Vilmar e Talia destacaram que o projeto nasceu de um antigo desejo de contribuir de forma efetiva para a preservação ambiental. Segundo eles, ver a área sendo recuperada e retomando sua vitalidade representa um sentimento de orgulho e esperança, além de reforçar o propósito de deixar um legado que inspire outras pessoas a adotar iniciativas semelhantes em prol do meio ambiente.
Com a iniciativa, o Sítio Libélulas se consolida como um exemplo de comprometimento ambiental e valorização da biodiversidade regional. A futura RPPN deverá servir como espaço de conservação, pesquisa e educação ambiental, fortalecendo o papel de Santa Helena como referência em ações de restauração e proteção dos ecossistemas da Mata Atlântica.
