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Ex- moradores de Santa Helena desejam que família de atirador de escola de Medianeira possa ter vida normal

Bruno Facundo, de 15 anos, foi ferido nas costas por um tiro disparado por aluno que entrou armado em um colégio de Medianeira.

Bruno e a mãe, Gigliori Facundo, seguiram para Medianeira em uma ambulância da prefeitura — Foto: Raphaela Potter/RPC

A mãe do adolescente Bruno Raphael Facundo, de 15 anos, ferido em um ataque a um colégio em Medianeira, no oeste do Paraná, disse nesta sexta-feira (18) que deseja que a família do atirador possa ter uma vida normal.

“A gente quer muito que esta família que sofreu também junto com a gente possa ter uma vida normal, possa levantar a cabeça e viver daqui para frente, assim como a gente já está fazendo”, comentou Gigliori Facundo.

Ela e o filho deixaram o Centro Hospitalar de Reabilitação, em Curitiba, no fim na manhã em uma aeronave do governo do estado, rumo a Foz do Iguaçu, no oeste. Da fronteira, os dois seguiram de ambulância até Medianeira, onde moram.

“Esta é a melhor sensação possível. A gente respira aliviada de estar de volta depois de 21 dias fora. Graças a Deus nossas expectativas foram supridas da melhor forma. A gente sabe que agora é só uma caminhada de recuperação e vai chegar lá”, destacou.

Bruno havia sido transferido para a capital no dia 28 de setembro, quando foi ferido nas costas por um dos tiros disparados por outro adolescente de 15 anos, que invadiu o Colégio Estadual João Manoel Mondrone armado.

Na mochila dos suspeitos, a polícia encontrou mais explosivos, uma carta com um pedido de desculpas e recortes com notícias de outros ataques no Brasil e nos Estados Unidos.

Ele e outro adolescente, da mesma idade, foram apreendidos após o atentado que também deixou um jovem de 18 anos ferido. Ele foi atingido por um tiro de raspão na perna.

 “Eu perdoo [o atirador]. Eu falei lá no Hospital do Trabalhador. E, foi do meu coração. Eu perdoo ele de verdade”, disse Bruno ainda no aeroporto, pouco antes de seguir para Medianeira.

 O adolescente perdeu parte do movimento do lado esquerdo do corpo, afetado pelo projétil que ficou alojado em uma das vértebras da região lombar.

“É muita felicidade. Eu estava com muita saudade. Estou bem feliz. Agora é voltar para casa e recuperar 100%”, completou.

Audiência

 Na tarde de quinta-feira, testemunhas foram ouvidas em uma audiência no Fórum Estadual de Medianeira.

De acordo com a promotora , os depoimentos serão incluídos no inquérito, cujo prazo de conclusão é de até 45 dias.

"Precisamos ainda de alguns esclarecimentos, de alguns detalhes que faltam ser juntados aos autos. Mas, de uma forma geral o processo está praticamente pronto para a sentença. Então, tudo deve se finalizar o mais breve possível", apontou a promotora Ana Cláudia Batuli. 

Investigações

 Os dois adolescentes de 15 anos, que entraram na escola e atiraram contra outros estudantes, ferindo dois, foram apreendidos no dia do ataque e permanecem no Centro de Socioeducação (Cense) de Foz do Iguaçu.

Segundo a polícia, o atirador supostamente vinha sofrendo bullying havia pelo menos cinco anos.

Na casa dele, foram apreendidas mais armas e explosivos.

Fonte

G1
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Ex- moradores de Santa Helena desejam que família de atirador de escola de Medianeira possa...

G1

A mãe do adolescente Bruno Raphael Facundo, de 15 anos, ferido em um ataque a um colégio em Medianeira, no oeste do Paraná, disse nesta sexta-feira (18) que deseja que a família do atirador possa ter uma vida normal.

“A gente quer muito que esta família que sofreu também junto com a gente possa ter uma vida normal, possa levantar a cabeça e viver daqui para frente, assim como a gente já está fazendo”, comentou Gigliori Facundo.

Ela e o filho deixaram o Centro Hospitalar de Reabilitação, em Curitiba, no fim na manhã em uma aeronave do governo do estado, rumo a Foz do Iguaçu, no oeste. Da fronteira, os dois seguiram de ambulância até Medianeira, onde moram.

“Esta é a melhor sensação possível. A gente respira aliviada de estar de volta depois de 21 dias fora. Graças a Deus nossas expectativas foram supridas da melhor forma. A gente sabe que agora é só uma caminhada de recuperação e vai chegar lá”, destacou.

Bruno havia sido transferido para a capital no dia 28 de setembro, quando foi ferido nas costas por um dos tiros disparados por outro adolescente de 15 anos, que invadiu o Colégio Estadual João Manoel Mondrone armado.

Na mochila dos suspeitos, a polícia encontrou mais explosivos, uma carta com um pedido de desculpas e recortes com notícias de outros ataques no Brasil e nos Estados Unidos.

Ele e outro adolescente, da mesma idade, foram apreendidos após o atentado que também deixou um jovem de 18 anos ferido. Ele foi atingido por um tiro de raspão na perna.

 “Eu perdoo [o atirador]. Eu falei lá no Hospital do Trabalhador. E, foi do meu coração. Eu perdoo ele de verdade”, disse Bruno ainda no aeroporto, pouco antes de seguir para Medianeira.

 O adolescente perdeu parte do movimento do lado esquerdo do corpo, afetado pelo projétil que ficou alojado em uma das vértebras da região lombar.

“É muita felicidade. Eu estava com muita saudade. Estou bem feliz. Agora é voltar para casa e recuperar 100%”, completou.

Audiência

 Na tarde de quinta-feira, testemunhas foram ouvidas em uma audiência no Fórum Estadual de Medianeira.

De acordo com a promotora , os depoimentos serão incluídos no inquérito, cujo prazo de conclusão é de até 45 dias.

"Precisamos ainda de alguns esclarecimentos, de alguns detalhes que faltam ser juntados aos autos. Mas, de uma forma geral o processo está praticamente pronto para a sentença. Então, tudo deve se finalizar o mais breve possível", apontou a promotora Ana Cláudia Batuli. 

Investigações

 Os dois adolescentes de 15 anos, que entraram na escola e atiraram contra outros estudantes, ferindo dois, foram apreendidos no dia do ataque e permanecem no Centro de Socioeducação (Cense) de Foz do Iguaçu.

Segundo a polícia, o atirador supostamente vinha sofrendo bullying havia pelo menos cinco anos.

Na casa dele, foram apreendidas mais armas e explosivos.

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