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Ex- vereador é condenado a 12 anos de prisão como mandante de tentativa de homicídio

A defesa de Admir Strechar entende que o resultado do julgamento, foi desvirtuado das provas dos autos

Ademir Strechar era presidente da Câmara Municipal de Guarapuava — Foto: Eduardo Andrade/RPC

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O ex-presidente da Câmara Municipal de Guarapuava, na região central do Paraná, Ademir Strechar foi condenado a 12 anos e 10 meses de reclusão por uma tentativa de homicídio que aconteceu há 17 anos. O julgamento foi realizado na segunda-feira (11) no Tribunal do Júri.

O regime da pena deve ser inicialmente fechado. Strechar já está preso por outras condenações cumprindo pena de mais de 60 anos de prisão, relacionadas a outras condenações por crimes contra a administração pública, conforme o Ministério Público do Paraná (MP-PR).

De acordo com a denúncia do MP-PR, Strechar mandou matar Luiz Furtado Cezimbra, em outubro de 2002.

A defesa de Strechar informou que vai recorrer da decisão. *Leia a nota, na íntegra, no fim da reportagem.

O júri

 O júri começou por volta das 10h de segunda-feira, com o depoimento de Luiz Furtado Cezimbra que levou, na época, três tiros. Ele afirmou que os disparos foram a mando do então vereador Strechar.

Luiz falou por quase uma hora. Ele disse que dois anos antes havia trabalhado na campanha de Strechar para vereador e que não recebeu pelo serviço. Ao cobrar, acabou sendo ameaçado.

"O Ministério Público embasa a acusação com base nas provas contidas no processo, nos depoimentos de várias testemunhas que prestaram depoimento na época nos fatos, no ano de 2002. A acusação se embasa também nos depoimentos prestados pela vítima e testemunhas presenciais fato que ouviram e viram as ameaça, e o Ministério Público sustenta a prática do crime por parte do acusado como autor intelectual, ou seja, como mandante desse crime", afirmou a promotora Dúnia Serpa Rampazzo.

 Strechar foi ouvido no início da tarde. Ele negou as acusações. Confirmou que Luiz trabalhou para a campanha de vereador e disse que não tinha nenhuma dívida com a vítima.

Também foram ouvidos três informantes de acusação pelo MP-PR e uma testemunha de defesa.

O advogado de Strechar tentou adiar o júri porque uma testemunha não compareceu. Mas o pedido não foi aceito pelo juiz.

 
Ademir Strechar foi condenado a 12 anos e 10 meses de reclusão por uma tentativa de homicídio que aconteceu há 17 anos — Foto: Eduardo Andrade/RPC

Ademir Strechar foi condenado a 12 anos e 10 meses de reclusão por uma tentativa de homicídio que aconteceu há 17 anos — Foto: Eduardo Andrade/RPC

"A defesa, quando arrola as testemunhas para o Tribunal do Júri, pode arrolar em caráter de imprescindibilidade, ou seja, que é imprescindível a presença da testemunha do Tribunal do Júri. E mesmo assim o juízo entendeu pelo indeferimento do pedido da defesa. Dito isto, a defesa com toda certeza, tendo um resultado negativo do julgamento, será palco de matéria no Tribunal da Justiça do Estado do Paraná", afirmou o advogado Marinaldo Rattes antes da sentença.

Sete jurados participaram do julgamento.

O que diz a defesa

 "A defesa de Admir Strechar entende que o resultado do julgamento, foi desvirtuado das provas dos autos, sendo que a condenação baseou apenas em depoimentos de familiares da vítima e da própria vítima.

A ausência de provas cabais no processo é imperioso a absolvição do réu, pois, mesmo que houvesse dúvidas sobre a autoria, é necessário a valoração do princípio in dubio pro reo 'é uma expressão latina que significa literalmente na dúvida, a favor do réu', fundamentação esta que os jurados fizeram letra morta.

 A defesa irá recorrer da decisão, primeiro pleiteando novo julgamento, pois, percebe a defesa que o não comparecimento da testemunha arrolada em caracter de imprescindibilidade foi prejudicial as teses defensivas, haja vista, que a vítima e outras testemunhas, citaram inúmeras vezes o nome dessa testemunha.

Outro ponto do recurso será a dosimetria da pena, pleiteando a redução do quanto aplicado, sendo que poderia ser reduzida a pena base em 2/3, não 1/3 apenas.

Portanto, a pena final, aplicada pelo douto magistrado presidente do tribunal do júri, foi de 12 anos em regime fechado.

Marinaldo Rattes, advogado"

Operação Fantasma

 Strechar está preso pela Operação Fantasma, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) em 2011.

Na época, a operação descobriu que o então presidente da Câmara Municipal contratava funcionários que recebiam salários sem trabalhar. Além disso, ele ficava com os salários dos ex-assessores.

Strechar está preso desde 2013 e cumpre uma pena da Operação Fantasma por peculato – que é o desvio de dinheiro público –, falsidade ideológica e estelionato.

 
Julgamento foi realizado na segunda-feira (11), em Guarapuava — Foto: Eduardo Andrade/RPC

Julgamento foi realizado na segunda-feira (11), em Guarapuava — Foto: Eduardo Andrade/RPC

Fonte

Assessoria de Comunicação MP-PR
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Ex- vereador é condenado a 12 anos de prisão como mandante de tentativa de homicídio

Assessoria de Comunicação MP-PR

O ex-presidente da Câmara Municipal de Guarapuava, na região central do Paraná, Ademir Strechar foi condenado a 12 anos e 10 meses de reclusão por uma tentativa de homicídio que aconteceu há 17 anos. O julgamento foi realizado na segunda-feira (11) no Tribunal do Júri.

O regime da pena deve ser inicialmente fechado. Strechar já está preso por outras condenações cumprindo pena de mais de 60 anos de prisão, relacionadas a outras condenações por crimes contra a administração pública, conforme o Ministério Público do Paraná (MP-PR).

De acordo com a denúncia do MP-PR, Strechar mandou matar Luiz Furtado Cezimbra, em outubro de 2002.

A defesa de Strechar informou que vai recorrer da decisão. *Leia a nota, na íntegra, no fim da reportagem.

O júri

 O júri começou por volta das 10h de segunda-feira, com o depoimento de Luiz Furtado Cezimbra que levou, na época, três tiros. Ele afirmou que os disparos foram a mando do então vereador Strechar.

Luiz falou por quase uma hora. Ele disse que dois anos antes havia trabalhado na campanha de Strechar para vereador e que não recebeu pelo serviço. Ao cobrar, acabou sendo ameaçado.

"O Ministério Público embasa a acusação com base nas provas contidas no processo, nos depoimentos de várias testemunhas que prestaram depoimento na época nos fatos, no ano de 2002. A acusação se embasa também nos depoimentos prestados pela vítima e testemunhas presenciais fato que ouviram e viram as ameaça, e o Ministério Público sustenta a prática do crime por parte do acusado como autor intelectual, ou seja, como mandante desse crime", afirmou a promotora Dúnia Serpa Rampazzo.

 Strechar foi ouvido no início da tarde. Ele negou as acusações. Confirmou que Luiz trabalhou para a campanha de vereador e disse que não tinha nenhuma dívida com a vítima.

Também foram ouvidos três informantes de acusação pelo MP-PR e uma testemunha de defesa.

O advogado de Strechar tentou adiar o júri porque uma testemunha não compareceu. Mas o pedido não foi aceito pelo juiz.

 
Ademir Strechar foi condenado a 12 anos e 10 meses de reclusão por uma tentativa de homicídio que aconteceu há 17 anos — Foto: Eduardo Andrade/RPC

Ademir Strechar foi condenado a 12 anos e 10 meses de reclusão por uma tentativa de homicídio que aconteceu há 17 anos — Foto: Eduardo Andrade/RPC

"A defesa, quando arrola as testemunhas para o Tribunal do Júri, pode arrolar em caráter de imprescindibilidade, ou seja, que é imprescindível a presença da testemunha do Tribunal do Júri. E mesmo assim o juízo entendeu pelo indeferimento do pedido da defesa. Dito isto, a defesa com toda certeza, tendo um resultado negativo do julgamento, será palco de matéria no Tribunal da Justiça do Estado do Paraná", afirmou o advogado Marinaldo Rattes antes da sentença.

Sete jurados participaram do julgamento.

O que diz a defesa

 "A defesa de Admir Strechar entende que o resultado do julgamento, foi desvirtuado das provas dos autos, sendo que a condenação baseou apenas em depoimentos de familiares da vítima e da própria vítima.

A ausência de provas cabais no processo é imperioso a absolvição do réu, pois, mesmo que houvesse dúvidas sobre a autoria, é necessário a valoração do princípio in dubio pro reo 'é uma expressão latina que significa literalmente na dúvida, a favor do réu', fundamentação esta que os jurados fizeram letra morta.

 A defesa irá recorrer da decisão, primeiro pleiteando novo julgamento, pois, percebe a defesa que o não comparecimento da testemunha arrolada em caracter de imprescindibilidade foi prejudicial as teses defensivas, haja vista, que a vítima e outras testemunhas, citaram inúmeras vezes o nome dessa testemunha.

Outro ponto do recurso será a dosimetria da pena, pleiteando a redução do quanto aplicado, sendo que poderia ser reduzida a pena base em 2/3, não 1/3 apenas.

Portanto, a pena final, aplicada pelo douto magistrado presidente do tribunal do júri, foi de 12 anos em regime fechado.

Marinaldo Rattes, advogado"

Operação Fantasma

 Strechar está preso pela Operação Fantasma, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) em 2011.

Na época, a operação descobriu que o então presidente da Câmara Municipal contratava funcionários que recebiam salários sem trabalhar. Além disso, ele ficava com os salários dos ex-assessores.

Strechar está preso desde 2013 e cumpre uma pena da Operação Fantasma por peculato – que é o desvio de dinheiro público –, falsidade ideológica e estelionato.

 
Julgamento foi realizado na segunda-feira (11), em Guarapuava — Foto: Eduardo Andrade/RPC

Julgamento foi realizado na segunda-feira (11), em Guarapuava — Foto: Eduardo Andrade/RPC

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