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Fingindo ter leucemia, jovem promoveu vaquinhas, rifas e bazares durante cinco anos

Ele mentia ter feito tratamento em Cascavel e outras cidades, porém hospitais não confirmaram atendimento

Fingindo ter leucemia, jovem promoveu vaquinhas, rifas e bazares durante cinco anos
Foto: Delegado Victor Hugo Torres/Reprodução
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A Polícia Civil do Paraná concluiu a investigação que apurou um suposto esquema de arrecadação de dinheiro baseado em um falso tratamento contra leucemia. Alan Guilherme, de 23 anos, morador de Cambira, no Norte do Paraná, foi indiciado pelo crime de estelionato.

Segundo as investigações, o jovem afirmava há cerca de cinco anos que lutava contra a doença e mobilizava familiares, amigos e a comunidade para arrecadar recursos financeiros. Para isso, promovia vaquinhas virtuais, rifas, bazares beneficentes e recebia doações diretas por transferência bancária.

De acordo com a Polícia Civil, Alan alegava estar em tratamento em diferentes unidades de saúde, incluindo hospitais de Apucarana, Arapongas, Cascavel e até em São Paulo. No entanto, durante as diligências, os investigadores verificaram que ele não possuía registros de atendimento ou tratamento relacionados à leucemia nas instituições mencionadas.

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As suspeitas começaram após vítimas procurarem a polícia questionando a veracidade dos pedidos de ajuda. Denúncias anônimas também contribuíram para o avanço das investigações.

Conforme o delegado Victor Hugo Torres, os policiais identificaram ainda a criação de um contato de WhatsApp atribuído a um suposto médico responsável pelo tratamento. O número era utilizado para conversar com terceiros e reforçar a história apresentada pelo investigado.

Durante a apuração, a Polícia Civil constatou que parte dos valores arrecadados foi utilizada em viagens e atividades de lazer divulgadas pelo próprio suspeito nas redes sociais. Entre os passeios identificados estão viagens turísticas, incluindo visitas ao parque Beto Carrero World.

Em depoimento, o investigado admitiu ter utilizado parte dos recursos arrecadados para finalidades diferentes do tratamento de saúde alegado.

A polícia informou que não foi possível calcular o valor total obtido ao longo dos anos, já que os pedidos de ajuda ocorreram por diversos meios e durante um período prolongado.

Com a conclusão do inquérito, Alan Guilherme foi indiciado por estelionato e o caso segue agora para análise do Ministério Público.

FONTE/CRÉDITOS: Catve

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