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Quarta-feira, 29 de Abril de 2026
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Indústria da carne bovina teme perda de até 40% das exportações com guerra no Irã

Oriente Médio é destino de 10% dos embarques, mas portos da região são pontos de parada rumo a outros continentes

Indústria da carne bovina teme perda de até 40% das exportações com guerra no Irã
Exportações brasileiras de carne bovina estão estimadas em cerca de 3 milhões de toneladas em 2026 — Foto: Wenderson Araújo/CNA
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A guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã pode impactar de 30% a 40% das exportações brasileiras de carne bovina, de acordo com a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec).

Apesar de o Oriente Médio ser destino final de cerca de 10% do volume, ou cerca de 250 mil toneladas, os portos da região são pontos de parada para navios que seguem para a Ásia e até de desembarque de cargas que partem dali para outros países de outros modais, inclusive a China, maior cliente do setor nacional.

Levantamento feito pelas empresas exportadoras associadas da Abiec revelaram um cenário “gravíssimo”, nas palavras do presidente da associação, Roberto Perosa.

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“O impacto pode ser de 30% a 40% da nossa exportação. Estamos muito preocupados”, afirmou ao Valor. Ele salientou que o dano potencial vai depender do tempo de duração do conflito e de eventuais soluções que sejam encontradas para resguardar o fluxo logístico na região.

As exportações brasileiras de carne bovina estão estimadas em cerca de 3 milhões de toneladas em 2026. No limite, o conflito poderia afetar o comércio e transporte de 1 milhão de toneladas, disse Perosa. O volume inclui as exportações para a China, principal importador, e todo o sudeste asiático.

A logística de envio da carne para o outro lado do mundo inclui paradas em portos da região, como Bahrein, Catar, Omã e Emirados Árabes Unidos. Parte é redistribuída por terra para locais mais próximos. “Tudo isso teria que ser interrompido”, apontou.

 

Navios aguardam em alto-mar

 

Alguns efeitos já são sentidos. Navios que transportavam carne brasileira aguardam em alto-mar sem poder atracar nos portos do Oriente Médio. Empresas de transporte marítimo já têm rejeitado contratos para envio de qualquer tipo de carga para a região.

Outras, que ainda se arriscam, têm cobrado uma taxa extra, chamada de “taxa de guerra”, de US$ 4 mil por contêiner. “Isso inviabiliza a exportação”, alertou o dirigente.

Segundo Perosa, não há alternativas imediatas para solucionar o problema, pois não existe demanda para suprir o volume de 1 milhão de toneladas que pode ser afetado ao longo do ano. Também não há pedidos específicos para o governo federal, pois a solução está distante de Brasília, argumentou.

 
“A guerra torna ainda mais desafiador o ano de 2026, já impactado pela cota de exportação para a China. É algo que pode gerar um impacto grande na pecuária brasileira por não ter demanda”, apontou o dirigente.
FONTE/CRÉDITOS: Globo Rural
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