O Ministério Público do Paraná (MPPR) recebeu o relatório final do inquérito policial que apura a morte de Sandro Carlos da Rocha, policial civil aposentado. O documento foi encaminhado nesta segunda-feira (13) e agora será analisado pelo Núcleo de Foz do Iguaçu do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), em conjunto com a Promotoria de Justiça responsável pelo caso.
A partir desta etapa, o Ministério Público irá avaliar se as informações reunidas durante a investigação são suficientes para o oferecimento de denúncia ou se ainda há necessidade de novas diligências.
LEMBRE O CASO
O caso ocorreu no dia 24 de fevereiro, nas proximidades da BR-277. De acordo com as investigações, Sandro foi baleado após uma perseguição realizada por uma equipe das Rondas Ostensivas Tático Móvel (Rotam).
Dois policiais militares foram presos no dia 27 de março por suspeita de envolvimento na ocorrência. Outros dois policiais também passaram a ser investigados por supostamente auxiliarem na alteração da cena do crime. Eles foram afastados administrativamente das funções, e o Ministério Público solicitou também o afastamento judicial.
Segundo as apurações, há indícios de que a cena do crime tenha sido modificada para dificultar a investigação. Os quatro policiais são investigados por crimes como homicídio qualificado, fraude processual e falsidade ideológica. A suspeita é de que um boletim de ocorrência tenha sido elaborado com informações falsas.
Durante o cumprimento dos mandados, um dos policiais presos chegou a quebrar o próprio celular no momento da apreensão, o que também resultou em investigação por fraude processual.
Ao todo, foram cumpridos dois mandados de prisão temporária, com prazo inicial de 30 dias, além de seis mandados de busca e apreensão nas cidades de Foz do Iguaçu, Santa Terezinha de Itaipu e Medianeira.
De acordo com o Ministério Público, os agentes permanecerão afastados das funções enquanto as investigações estiverem em andamento.
"Caso fique caracterizada a prática de homicídio, os policiais serão submetidos a julgamento pelo Tribunal do Júri", afirmou o promotor responsável pelo caso.
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