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Sabado, 09 de Maio de 2026
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Polícia Civil investiga histórico de agressões de pai que matou bebê

Ele foi preso em flagrante no dia 19 de julho de 2025.

Polícia Civil investiga histórico de agressões de pai que matou bebê
Imagem Polícia Civil do Paraná
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A Polícia Civil do Paraná apura um histórico de violência envolvendo Lucas Rodrigues Soares, 37 anos, preso em flagrante no dia 19 de julho de 2025 pelo homicídio do filho, Emanuel Benicio Rodrigues Stefanczuk, de apenas dois meses, em Ponta Grossa, no Paraná. Segundo as investigações, o suspeito já teria agredido outras crianças e ex-companheiras, além de ter tentado matar uma delas.

Conforme a polícia, registros apontam que em 2016 Lucas teria dado um tapa no rosto do enteado de três anos, deixando lesão. Em 2021, teria fraturado o fêmur de um bebê de dois meses. Também há relatos de mordidas em um filho recém-nascido, com marcas da arcada dentária, e de um episódio em que ele teria atirado o gato da família contra uma criança de dois anos.

Ex-companheiras relataram agressões e tentativas de feminicídio. Em setembro de 2016, uma delas quase foi morta por estrangulamento. Outra contou que a madrasta presenciou Lucas dar uma superdose de medicamento para um recém-nascido, justificando que "era melhor para ele não sentir dor". Há também relatos de que, após quebrar o fêmur de um bebê, ele tentou impedir a mãe de buscar socorro.

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De acordo com o delegado Luís Gustavo Timossi, o suspeito agia quando ficava sozinho com as crianças, aproveitando-se da ausência das mães, que saíam para trabalhar. Foi solicitado exame à Polícia Científica para avaliar se ele possui transtorno de personalidade, já que o comportamento sádico indica traços de psicopatia. A polícia não descarta a existência de outras vítimas.

O crime

No dia 19 de julho, Lucas foi preso após a morte de Emanuel. A mãe da criança, que também foi agredida, procurou a Guarda Municipal para pedir socorro. O bebê já estava morto e apresentava sinais de agressão.

Segundo as investigações, o crime ocorreu horas antes, na residência do casal. Testemunhas afirmaram que, durante uma discussão, o pai chamou o filho de "bastardo". Após o homicídio, ele teria ido buscar a companheira no trabalho, parando antes em um posto de combustíveis para comprar cerveja.

O delegado Timossi classificou o caso como "estarrecedor" e "de uma torpeza moral inaceitável", destacando a frieza e o descaso do suspeito após o crime. Lucas segue preso preventivamente.

FONTE/CRÉDITOS: PCPR
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