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Quarta-feira, 19 de Agosto 2026
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Preso foi morto após "tribunal do crime" e teve cena preparada para simular suicídio no Paraná

Operação Leviatã cumpriu mandados contra integrantes de organização criminosa

Preso foi morto após
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Preso de 28 anos teria sido assassinado após um "tribunal do crime" dentro da Penitenciária Estadual de Francisco Beltrão e teve a cena da morte preparada para simular um enforcamento. A investigação levou à Operação Leviatã, deflagrada pela Polícia Civil do Paraná (PCPR) nesta terça-feira (18).

A vítima, Thiago Goterra, natural de Joinville (SC), foi encontrada morta dentro de uma cela entre a noite de 10 e a madrugada de 11 de agosto de 2025.

Inicialmente, a morte apresentava características de possível suicídio. Com o avanço das investigações, porém, a Polícia Civil reuniu elementos que apontaram para um homicídio e para uma tentativa de alterar a cena para fazer parecer que o jovem havia tirado a própria vida.

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Segundo a investigação, Thiago teria sido morto por determinação de integrantes de uma organização criminosa por causa de uma suposta ligação com um grupo rival.


"Tribunal do crime" teria decidido pela morte

As investigações apontaram que a vítima foi submetida a uma espécie de "tribunal do crime", no qual integrantes da organização teriam decidido pela morte dela.

A Polícia Civil identificou suspeitos de participar da decisão e da transmissão da ordem, além de presos que teriam atuado diretamente na execução do homicídio.

Conforme apurado, três integrantes do grupo foram transferidos para a mesma cela de Thiago poucos dias antes da morte.

Na noite anterior à localização do corpo, teria ocorrido a decisão pela execução. Pouco tempo depois, o jovem foi morto dentro da cela, segundo a investigação.

12 mandados de prisão

A Justiça decretou a prisão preventiva de 12 investigados, após pedido apresentado pela Polícia Civil e manifestação favorável do Ministério Público.

Dez deles já estavam presos por outros crimes. Outros dois permanecem foragidos.

Os investigados são suspeitos dos crimes de homicídio qualificado e organização criminosa.

A operação contou com equipes da 19ª Subdivisão Policial de Francisco Beltrão, apoio da inteligência do Departamento de Polícia Penal do Paraná (Deppen) e da 14ª Subdivisão Policial de Guarapuava.

Segundo a PCPR, o nome Leviatã faz referência à atuação do Estado contra organizações criminosas que tentam estabelecer estruturas próprias de comando, julgamento e punição, inclusive dentro de unidades prisionais.

A investigação continua e deverá ser concluída nos próximos dias.

FONTE/CRÉDITOS: Catve

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