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Terça-feira, 09 de Junho 2026
MERCADO E AÇOUGUE THOMAS
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Quer saber o que acontece com os vinhos apreendidos e encaminhados para a Receita Federal?

Bebidas viram produto que está sendo utilizado durante a pandemia.

Quer saber o que acontece com os vinhos apreendidos e encaminhados para a Receita Federal?
(Foto: BPFron/Arquivo)
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Após compartilhar frequentemente muitas notas relacionadas à apreensões de caixas e caixas de vinho (que mais parecem notícias repetidas, embora não sejam), principalmente no sudoeste do estado, algumas pessoas perguntaram sobre a destinação da mercadoria.

Conversamos com a superintendência da Receita Federal do Paraná e de Santa Catarina, que tem sede em Curitiba, e a resposta foi:

“Os vinhos têm sido destinados à fabricação de álcool 70%. Já tivemos várias doações para universidades, em Palotina, Guarapuava e Francisco Beltrão”.

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De acordo com auditora-fiscal da Receita Federal, Giovana Longo, a Alfândega de Dionísio Cerqueira (SC) também doa as bebidas para a fabricação de álcool e álcool gel.

Uma destas doações ocorreu entre os dias 2 e 4 de junho, quando foram entregues 14.418 garrafas de bebidas alcoólicas para a Unicentro, em Guarapuava. Deste total, 11.548 garrafas eram de vinho.

Para gente ter uma ideia, só neste ano, a ALF de Dionísio Cerqueira (para onde são encaminhadas muitas das apreensões feitas no sudoeste do Paraná) já destinou aproximadamente 17 mil litros de bebidas alcoólicas, para o mesmo propósito.

Doação para a UTFPR de Francisco Beltrão

Outro exemplo: em 22 de junho, em mais uma ação de cooperação de esforços para minimizar os impactos provocados pela pandemia do Covid-19, a Delegacia da Receita Federal em Joaçaba (SC) doou 857 garrafas de bebidas alcoólicas à Universidade Tecnológica do Paraná – UTFPR de Francisco Beltrão/PR. Tudo foi transformado em álcool gel 70%.

Além disso, também em junho, a Alfândega da Receita Federal de Foz do Iguaçu repassou para a UFPR em Palotina, mais de 3 mil litros de bebidas. Entre eles, cerca de 900 litros de vinho que entraram ilegalmente no Brasil.

Ou seja, todo o vinho está indo parar nas nossas mãos, pela nossa saúde. Não importa o preço, nem a fama.

FONTE/CRÉDITOS: Cris Loose com informações da Superintendência da Receita Federal, em Curitiba.

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