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Quarta-feira, 22 de Abril de 2026
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TSE cassa prefeito e vice de Brusque (SC) e torna empresário Luciano Hang inelegível

Prefeito Ari Vequi e o vice Gilmar Doerner foram cassados por abuso de poder econômico na eleição de 2020.

TSE cassa prefeito e vice de Brusque (SC) e torna empresário Luciano Hang inelegível
Prefeitura de Brusque/Divulgação
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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) cassou, por 5 votos a 2, nesta quinta-feira (4) os mandatos do prefeito de Brusque (SC), Ari Vequi (MDB), e do vice, Gilmar Doerner, por abuso de poder econômico nas eleições de 2020.

No julgamento, os ministros decidiram ainda que os dois políticos e o empresário Luciano Hang, proprietário das lojas Havan, ficarão inelegíveis por oito anos.

g1 procurou a assessoria de Luciano Hang, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem. O espaço permanece aberto.

Pela legislação, os eleitores de Brusque deverão voltar às urnas para escolher novos integrantes para as cadeiras de prefeito e vice-prefeito da cidade. Os eleitos ficarão nas funções até o início de 2025. Ainda não há data para a realização do pleito.

O TSE foi acionado pelos partidos Podemos, PT, PSB e PV, que alegaram irregularidades na disputa pela prefeitura da cidade do interior de Santa Catarina.

Entre as condutas que teriam violado a legislação eleitoral, as legendas apontaram que empresário Luciano Hang teria utilizado a empresa Havan, "através de sua estrutura, seus bens, funcionários e fornecedores, em benefício da candidatura dos investigados José Ari Vequi e Gilmar Doerner".

Para o presidente do TSE, ministro Alexandre de Moraes, as condutas de Vequi, Doerner e Hang nas eleições municipais de 2020 foram irregulares deixaram a disputa desigual.

 

“Houve utilização de toda a estrutura das lojas Havan na campanha eleitoral. Houve também uma flagrante e ostensiva quebra da igualdade das chances entre os candidatos”, afirmou Moraes.

 

Segundo Moraes, as provas revelam não apenas a ação direta Luciano Hang nos atos abusivos, mas evidenciam que os candidatos também participaram das ilegalidades, "tendo em vista a participação em eventos ilícitos, consubstanciados em live e em evento dentro das Lojas Havan".

 

A maioria do plenário do TSE seguiu o voto do ministro Alexandre de Moraes e reconheceu a irregularidade das condutas dos três envolvidos.

O empresário Luciano Hang, durante sessão da CPI da Covid, em 2021  — Foto: GABRIELA BILó/ESTADÃO CONTEÚDO
FONTE/CRÉDITOS: G1
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