Claudia Raia surpreendeu ao revelar um episódio pouco conhecido de sua adolescência. Aos 15 anos, a atriz acabou em uma delegacia na Argentina, depois policiais invadirem um restaurante onde ela estava com 19 amigos gays durante a Guerra das Malvinas. A artista disse que a ocorrência deixou um registro em seu histórico no país, que ainda chama a atenção das autoridades durante suas viagens.
“Fui presa já na Argentina. Teve um momento, na Guerra das Malvinas, que os gays eram proibidos de existir”, contou Claudia na atração Ambulatório da M.O.D.A., comandada por Gabb. Ela então explicou agentes circulavam pelas ruas em veículos pretos e abordavam pessoas com base em suspeitas sobre sua orientação sexual.
“Quem eles achavam que era gay, levavam e batiam. Como você julga uma pessoa andando na rua?”, questionou indignada. Claudia logo contou como aconteceu a abordagem que terminou com sua detenção. Naquela noite, ela estava em um restaurante, cercada por amigos que participavam de seu círculo artístico.
“Eles entraram no restaurante que a gente estava, eu fazia Sexcitante, uma revista musical, com Susana Giménez. Estava sentada com 19 gays em volta de mim, só eu mulher, com uma maquiagem inaceitável. Perguntaram para mim e meu amigo falou: ‘Não fala espanhol. Fala português e que é brasileira’. Mas minha foto estava no teatro em frente de biquíni”, relembrou.
Claudia Raia marcada na Argentina
Apesar de sua nacionalidade e de sua idade, Claudia acabou na delegacia com os outros integrantes do grupo. “Me levaram e foi uma loucura. Eu e 19 gays. Estava preocupadíssima com meus amiguinhos gays”, contou Claudia. As autoridades então permitiram que ela deixasse a delegacia no mesmo dia. Entretanto, os 19 amigos não tiveram a mesma sorte.
Claudia revelou que sua mãe, Odette Motta Raia, precisou intervir para conseguir sua liberação. Pela atriz ter apenas 15 anos na époa, ela ressaltou que os policiais não deveriam tê-la detido. Mesmo assim, a ocorrência entrou em seus registros na Argentina. Décadas depois, o episódio ainda aparece quando as autoridades consultam seus documentos em suas entradas no país.
“Quando chegou na Argentina, eles olham [meus documentos]. Eu sou fichadíssima. Eles não podiam ter me prendido, porque eu era menor de idade, tinha 15 anos. Graças a Deus que minha mãe estava no apartamento e eu consegui fazer ela sair de lá e me pegar na delegacia”, concluiu a artista.
Outros famosos presos fora do Brasil
Além de Claudia Raia, outros artistas e personalidades brasileiras já protagonizaram episódios envolvendo autoridades policiais no exterior. Um desses casos envolveu MC Daniel. Em junho de 2033, o funkeiro passou por uma abordagem policial durante uma turnê pela França. Na ocasião, policiais franceses algemaram o cantor.
Um vídeo que circulou nas redes sociais mostrava Daniel sentado no chão, com as mãos atrás da cabeça, enquanto agentes questionavam as pessoas que o acompanhavam. Então, os policiais liberaram o grupo. Após a abordagem, o funkeiro chegou a tentar abraçar um dos agentes, em um momento de descontração.
Em março de 2020, Ronaldinho Gaúcho também enfrentou problemas com a Justiça fora do Brasil. O ex-jogador e seu irmão, Roberto de Assis, acabaram presos no Paraguai depois de entrarem no país com passaportes falsos. O ex-atleta passou cerca de um mês em uma unidade prisional. Depois, a Justiça autorizou sua transferência para prisão domiciliar em um hotel de Assunção.
Prisões com libertação
O cantor Latino também teve episódios envolvendo a polícia ao longo de sua vida. Quando ainda era jovem, o artista enfrentou uma prisão nos Estados Unidos por então envolvimento em roubo de carros. Anos depois, já no Brasil, questões relacionadas ao pagamento de pensão alimentícia provocaram novos problemas judiciais e prisões. Entretanto, acordos financeiros permitiram que o cantor recuperasse a liberdade.
Outro caso de repercussão internacional envolveu Daniel Alves. O ex-jogador enfrentou uma acusação de agressão sexual contra uma jovem de 23 anos, em uma boate de Barcelona, em 31 de dezembro de 2022. A Justiça espanhola determinou sua prisão preventiva em janeiro de 2023. Já em março de 2024, o ex-atleta deixou a prisão após aproximadamente 14 meses.
Em fevereiro de 2024, um tribunal espanhol havia condenado Daniel Alves. Entretanto, em março de 2025, o Tribunal Superior de Justiça da Catalunha anulou a condenação e o absolveu por insuficiência de provas.
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