Estimados Amigos, em meio a nuvem de fumaça criada pela tão propalada Reforma da Previdência, talvez seja utópico gritar em meio a multidão ensandecida um grito de PARE!... e pense.
Enquanto de um lado bolsonaristas defendem a iniciativa e tratam como ato de coragem do novo governo em enviar ao Congresso Nacional a tal reforma, de outro lulistas e eleitores arrependidos berram impropérios contra o "Mito".
Mas se por um momento deixássemos as paixões de lado e buscássemos nos informar sobre os verdadeiros motivos para a crise do país? Estimados, não nos falta dinheiro, falta gerência, vergonha e coragem. Sim, coragem, coisa que os governos e congressistas de ontem não tiveram e os atuais também não, ou pelo menos a maioria.
Enquanto nas ruas o povo bate boca por uma reforma ridícula que sim, sobrará para o couro do povo, no senado, morreu na "casca" o pedido de criação de uma CPI para investigar o Judiciário, a Suprema Corte.
Alguns senadores, cito aqui Cátia Abreu, Tarso Jereissati e Eduardo Gomes, retiraram suas assinaturas aos 48 do segundo tempo, segundo o colunista da Rádio Jovem Pan, o professor Marco Antônio Villa.
A proposta de investigar o Supremo, conhecida como CPI DA TOGA, é do jovem senador sergipano Alessandro Vieira. Ainda, segundo comentário do professor Villa, citando matéria do Jornal O Estado de São Paulo, um dos motivos da desistência dos nobres senadores, ou pelo menos de Cátia Abreu, pasmem, seria a ligação de ninguém menos que Gilmar Mendes, o mesmo a quem o ex- ministro Joaquim Barbosa disse ser uma vergonha para os colegas de Toga.
O argumento de Gilmar foi que a CPI poderia gerar uma crise institucional no país. A atitude dos senadores "roedores de corda", foi amplamente elogiada por colegas de Mendes, como Alexandre de Moraes. Cito este fato, e deixarei o link para que assistam o comentário de Villa, para embasar minha opinião sobre o presente momento.
https://www.facebook.com/villamarcoantonio/videos/2011504325822696/
Primeiro, Bolsonaro não está sendo corajoso, mas seguido a mesma cartilha que viu em suas quase três décadas de parlamento, outros presidentes seguirem. O Capitão Durão da campanha deu lugar para um presidente que enfrenta dificuldades para conter e contornar as peripécias dos filhos e ministros como o da Educação, por exemplo. O presidente, ao invés de dar atenção para picuinhas deveria usar sua liderança e prestígio para articular o corte de regalias e privilégios dos três poderes, Executivo, Legislativo e Judiciário.
Esta deveria ser a primeira reforma a ser proposta ao Congresso, cortando auxílios, penduricalhos e cabides. Bolsonaro em dois meses não fez, a oposição e o dito centrão não cobram(salvo raras exceções), pois também não fizeram em décadas de Democracia, pelo contrário, criaram esse sistema. E de mais em mais, com o Congresso composto por políticos com "rabo" longo e preso, não sairá CPI de jeito nenhum.
Como diz Alvaro Dias - Precisamos refundar a República - . É isso, precisamos mais do que um presidente e toda classe política ilibados, devemos exigir um Supremo honesto e isento. Precisamos da Justiça com moral, menos "Judas" e mais justa.