A morte trágica de um jovem de 19 anos de idade após uma abordagem da Polícia Militar na cidade de Palotina, no oeste do Paraná, causou dor, revolta e deixou algumas dúvidas não só em familiares, mas também na comunidade regional devido aos desdobramentos do inquérito instaurado pela Polícia Civil para investigar o caso.
Igor Nicolas do Carmo Rodrigues foi morto na noite de sábado, vinte de setembro de 2025. Ele chegou a ser socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas não resistiu.
O sepultamento ocorreu no dia seguinte com a presença de familiares, amigos que prestaram homenagens pelas ruas próximas ao cemitério.
A Polícia Militar emitiu uma nota nos dias seguintes aos fatos onde
Afirma que o jovem não obedeceu à ordem de parada durante uma fiscalização de trânsito e avançou em direção à equipe.
Segundo a nota, “foi necessário o uso seletivo da força, com emprego de arma de fogo, para cessar a agressão”.
A PM informou ainda que um inquérito policial militar foi instaurado para apurar as circunstâncias da ocorrência.
O UN da Notícia entrou com contato com o 19° Batalhão para saber sobre o andamento deste inquérito, porém, até o fechamento desta matéria, não obteve resposta.
Sete meses após a morte do jovem, pessoas próximas a Igor procuraram o Universo da Notícia pedindo ajuda em busca de respostas para o caso.
Uma manifestação está programada para acontecer nesta quinta-feira (7), com saída prevista para as 14h em frente a delegacia, percorrendo as principais ruas da cidade até a sede do Ministério Público.
O advogado Ezequias Cavalcanti, que representa a família e tem atuado como assistente de acusação junto ao Ministério Público, conversou com nossa reportagem e fez algumas revelações sobre o caso que segue em segredo de justiça.
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