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Terça-feira, 11 de Agosto 2026
MERCADO E AÇOUGUE THOMAS
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Foto antiga levanta dúvidas sobre adoção e mulher procura família biológica que seria do Paraná

Mulher encontra no álbum foto com a traficante de bebês Arlete Hilu

Foto antiga levanta dúvidas sobre adoção e mulher procura família biológica que seria do Paraná
Crédito: Imagem de acervo pessoal
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Uma fotografia encontrada em um antigo álbum de família abriu uma nova frente na busca de uma mulher de 34 anos pelas próprias origens. Adotada ainda bebê em São Paulo, ela tenta descobrir quem são seus familiares biológicos e acredita que a mãe teria saído do Paraná para dar à luz na capital paulista.

Por segurança e para preservar sua identidade enquanto realiza as buscas, ela será chamada nesta reportagem pelo nome fictício de Maria.

Maria foi criada por um casal que vivia em São Paulo. O pai adotivo era policial militar e a mãe adotiva tinha aproximadamente 51 anos quando ficou com a criança. Atualmente, a mulher tem mais de 80 anos e vive em São João da Boa Vista (SP).

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A história que Maria conheceu durante parte da vida era de que havia sido adotada. Com o passar dos anos, no entanto, relatos de pessoas próximas à família e informações encontradas por ela começaram a levantar dúvidas sobre as circunstâncias em que chegou à casa do casal.

Segundo Maria, a própria mãe adotiva teria admitido que simulou uma gravidez antes de aparecer com uma criança recém-nascida.

"Minha mãe adotiva veio do interior de São Paulo e morava em São Paulo quando fingiu uma gravidez e apareceu comigo bebê como se tivesse me gerado", relata.

Documentos aumentaram as dúvidas

Ao investigar a própria história, Maria afirma ter encontrado inconsistências em seus documentos, inclusive relacionadas às informações de nascimento e características pessoais. Créditos da repórter Gabi Lira do Catve.com

Ela relata, por exemplo, que documentos a identificariam como branca, embora seja uma mulher negra, além de apontar divergências relacionadas a datas.

As circunstâncias em que os documentos foram emitidos e a eventual existência de irregularidades, porém, ainda precisam ser esclarecidas pelas autoridades competentes.

Maria também tem um irmão adotivo. Durante as buscas por informações sobre o passado dos dois, ela conversou com pessoas que conviviam com a família naquela época.

Uma delas teria feito uma afirmação que aumentou ainda mais as dúvidas. "Duas famílias sofreram muito." Maria tenta agora entender a quem a pessoa se referia e se a frase poderia estar relacionada às famílias biológicas das duas crianças.

Foto encontrada no álbum

Conforme apurado pela repórter Gabi Lira do Catve.com, outro elemento que chamou a atenção surgiu dentro da própria casa. Ao analisar fotografias antigas, Maria encontrou uma imagem em que aparece ainda bebê no colo de uma mulher que, segundo ela, apresenta semelhanças com Arlete Hilu, nome conhecido por investigações e relatos históricos relacionados ao comércio ilegal de bebês.

"Encontrei uma foto de uma mulher muito parecida com a Arlete Hilu me segurando no colo no meu álbum de fotos."

A fotografia, isoladamente, não comprova que a mulher retratada seja Arlete Hilu nem estabelece participação dela na adoção de Maria. O registro, entretanto, tornou-se mais uma pista que a mulher tenta esclarecer. Créditos da repórter Gabi Lira do Catve.com

Pista leva ao Paraná

Entre as informações obtidas ao longo da busca, uma delas aponta diretamente para o Paraná.

Maria afirma ter recebido a informação de que sua mãe biológica teria saído do Paraná e viajado para São Paulo para ter a filha. O parto teria ocorrido no Amparo Maternal, na capital paulista.

"O que eu soube também é que minha mãe verdadeira tinha vindo do Paraná para São Paulo."

É essa informação que agora faz Maria procurar pessoas que possam reconhecer a história ou fornecer alguma pista sobre uma mulher paranaense que esteve grávida e viajou para São Paulo naquele período.

Mais de três décadas depois, ela ainda tenta descobrir onde nasceu, quem é sua mãe biológica e em quais circunstâncias foi entregue ao casal que a criou.

Por enquanto, são perguntas sem respostas definitivas. A esperança é de que documentos, fotografias e relatos de pessoas que viveram aquela época permitam reconstruir um caminho apagado há mais de 30 anos e, eventualmente, localizar a família que Maria acredita ainda estar procurando por ela.

FONTE/CRÉDITOS: Catve

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