Foz do Iguaçu chegou a 99 denúncias de possíveis irregularidades na propaganda eleitoral das Eleições 2026 e aparece na quarta posição entre os municípios do Paraná com mais registros no sistema Pardal, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Os números, consultados até segunda-feira (21), mostram que Curitiba liderava o estado, com 588 denúncias. Londrina aparecia em segundo lugar, com 171, seguida por Ponta Grossa, com 144. Na sequência estava Foz do Iguaçu, com 99 registros.
Em todo o Paraná, o Pardal contabilizava 1.994 denúncias distribuídas por 153 municípios.
Os dados representam comunicações feitas à Justiça Eleitoral sobre possíveis irregularidades. Isso significa que uma denúncia registrada no sistema não confirma, por si só, que houve infração eleitoral. Cada caso pode passar por análise antes da adoção das medidas cabíveis.
Número mais que triplicou em menos de um mês
O crescimento dos registros em Foz chama atenção. Em 28 de agosto, a cidade tinha 32 denúncias e ocupava a terceira posição no Paraná. Naquele momento, Curitiba tinha 148 registros e Paranaguá, 53.
Entre 28 de agosto e 21 de setembro, o total de Foz passou de 32 para 99, aumento de 67 registros, ou cerca de 209%. Com o avanço das denúncias em outras cidades, o município passou da terceira para a quarta posição no estado.
No levantamento de agosto, a internet concentrava 22 das 32 ocorrências registradas em Foz, equivalente a 68,8% do total naquele momento. Também havia casos envolvendo bens e vias públicas, além de outras modalidades.
O que pode ser denunciado
O Pardal está disponível para as Eleições 2026 desde 16 de agosto, data de início da propaganda eleitoral. A ferramenta foi criada para que eleitores comuniquem possíveis irregularidades relacionadas às campanhas.
Entre as situações que podem ser encaminhadas estão problemas envolvendo propaganda eleitoral na internet e outras formas de publicidade de campanha. Antes de concluir o registro, o próprio sistema apresenta orientações sobre o que é permitido ou proibido para reduzir denúncias incorretas ou sem fundamento.
Para fazer uma denúncia, o usuário precisa se identificar por meio do e-Título ou da plataforma Gov.br. Segundo o TSE, a identidade de quem faz o registro fica protegida por sigilo.
As informações são encaminhadas à Justiça Eleitoral, que pode solicitar esclarecimentos aos envolvidos, verificar eventual regularização e, quando necessário, transformar o registro em uma Notícia de Irregularidade de Propaganda Eleitoral no Processo Judicial Eletrônico, o PJe.
Pardal não é canal para qualquer irregularidade
O TSE orienta que o Pardal seja utilizado para situações relacionadas às campanhas e à propaganda eleitoral. Casos envolvendo desinformação que possa afetar a integridade das eleições devem ser encaminhados ao Sistema de Alertas de Desinformação Eleitoral, o Siade.
Já denúncias relacionadas a crimes eleitorais e outros ilícitos devem ser direcionadas aos canais do Ministério Público Eleitoral.
Em todo o Brasil, o Pardal havia recebido 37.049 denúncias até segunda-feira (21), segundo balanço divulgado pelo TSE. Entre os cargos com maior quantidade de registros estavam deputado estadual ou distrital, deputado federal e governador. As ocorrências mais frequentes no país envolviam vias públicas, bens particulares e bens públicos.
O primeiro turno das Eleições 2026 será realizado em 4 de outubro.

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