Brasil e Paraguai não chegaram a um acordo sobre a liberação do tráfego de veículos leves na Ponte da Integração, o que impede o avanço para a terceira fase de abertura da estrutura internacional.
Durante uma nova reunião da comissão mista, realizada na última sexta-feira em Foz do Iguaçu, a delegação paraguaia voltou a solicitar a autorização para a circulação de veículos particulares. No entanto, o pedido foi novamente rejeitado pelas autoridades brasileiras.
O governo brasileiro argumenta que ainda não há condições para a liberação, principalmente porque o controle de entrada e saída no local não será livre, como ocorre na Ponte da Amizade. A proposta é que todos os passageiros sejam registrados pelos órgãos de migração, o que exigiria um grande número de servidores.
Além disso, o Brasil defende que a Ponte da Integração seja utilizada prioritariamente por caminhões e ônibus, com o objetivo de reduzir o fluxo na Ponte da Amizade, que atualmente opera com alto volume de veículos.
Apesar disso, nem mesmo o tráfego de caminhões carregados foi liberado até o momento. Isso porque as obras complementares de acesso ainda não foram concluídas nos dois lados da fronteira. Em Presidente Franco e em Foz do Iguaçu, ruas e avenidas ainda não estão adequadas para a circulação de veículos pesados.
A próxima reunião entre os dois países está prevista para o dia 18 de julho, possivelmente em Assunção.
Atualmente, a ponte conta com uma liberação parcial em duas fases. A primeira, iniciada em dezembro de 2025, permite a passagem de caminhões vazios durante a noite. Já a segunda fase, implantada em janeiro, liberou a circulação de ônibus de turismo internacional em horários restritos.
Desde então, não houve avanço para a liberação total da travessia.
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