Uma prática preocupante tem ganhado espaço nas redes sociais e acendido o sinal de alerta entre especialistas de saúde: o ato conhecido como "fumar cotonete". Apesar de ser tratado por muitos jovens como uma brincadeira ou apenas mais uma forma de gerar engajamento online, a classe médica é categórica ao afirmar que a ação não possui qualquer efeito recreativo, trazendo exclusivamente sérios riscos à saúde.
A prática consiste na queima do algodão e da haste plástica do produto, o que libera substâncias altamente tóxicas que são inaladas diretamente para os pulmões. Segundo os profissionais de saúde, esse tipo de exposição pode provocar desde irritações intensas nas vias respiratórias e crises de falta de ar, até quadros muito mais severos, a exemplo da pneumonia química, uma grave inflamação pulmonar causada pela inalação de agentes químicos.
Além dos sérios danos internos, há ainda o risco elevado de queimaduras no rosto e intoxicação sistêmica, uma vez que a fumaça gerada pela combustão contém compostos nocivos ao organismo. Especialistas reforçam que a combinação de curiosidade, pressão social e a busca por "curtidas" faz com que os jovens subestimem os perigos reais envolvidos no ato.
O rápido avanço desse tipo de conteúdo nas plataformas digitais reforça a necessidade urgente de acompanhamento e orientação por parte de pais, responsáveis e educadores. O diálogo aberto e a informação continuam sendo as principais ferramentas para prevenir comportamentos de risco e proteger a saúde física e mental dos jovens expostos ao ambiente digital.
Uma matéria publicada em novembro de 2022 na Agência Brasil, já abordava sobre o assunto e chamava a atenção para os perigos dessa prática que volta a viralizar entre os jovens e adolescentes. LEIA AQUI
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