As aguardadas obras de terceiras pistas nas rodovias PR-495 e PR-497, que atravessam Santa Helena e outros municípios lindeiros ao Lago de Itaipu, estão prestes a sair do papel. A iniciativa histórica marca um avanço significativo na infraestrutura viária da região, com previsão de beneficiar diretamente o trânsito, especialmente em trechos críticos com aclives acentuados, onde há maior lentidão.
De acordo com o Departamento de Estradas e Rodagem do Paraná (DER-PR), os trabalhos devem começar ainda no segundo semestre de 2025. O investimento, estimado em R$ 200 milhões, será aplicado na construção de mais de 40 quilômetros de terceiras pistas, além de outras melhorias viárias estratégicas.
Santa Helena como corredor de desenvolvimento
Em entrevista concedida em dezembro de 2024, o então prefeito de Santa Helena, Evandro Miguel Grade, o Zado, que deixou o cargo no dia 31 de dezembro, destacou o impacto positivo das obras para o município e a região.
“Santa Helena vai virar um corredor, vai trazer desenvolvimento, mas também vai trazer transtornos. Por isso, estamos trabalhando com projetos de infraestrutura para preparar o município para esse momento,” afirmou Zado.
Ele também mencionou as ações já realizadas durante sua gestão, como revitalizações nos perímetros urbanos dos distritos, construção de ciclovias e melhorias em trevos, visando adequar a cidade às demandas futuras.
Apoio e planejamento regional
Zado ressaltou que o projeto de terceiras pistas, que conta com o apoio do Governo do Estado e do deputado federal Sandro Alex, deve contemplar todos os trechos entre São Roque e São Clemente em Santa Helena.
“Onde tiver subidas acentuadas e o trânsito trava, vai ter terceira pista. Isso vai ser um avanço bem grande. A infraestrutura é o alicerce para o desenvolvimento,” destacou o ex-prefeito.
Além das terceiras pistas, o ex-prefeito mencionou outras iniciativas de infraestrutura em andamento, como o asfaltamento de trechos estratégicos no Paraguai, que irão melhorar ainda mais o escoamento de mercadorias e a integração regional.
Mobilização regional
As obras são fruto de um esforço conjunto de prefeitos, vereadores, empresários e associações comerciais do extremo oeste paranaense. Desde 2024, lideranças regionais vêm trabalhando em parceria com o Governo do Estado para viabilizar a execução do projeto, cujo anteprojeto foi custeado com recursos arrecadados pela iniciativa privada, sob a gestão da Acimacar (Associação Comercial de Marechal Cândido Rondon).
Com o início das obras, a expectativa é de que a nova infraestrutura fomente o desenvolvimento econômico e aumente a segurança nas rodovias, preparando a região para o crescimento do setor industrial e agropecuário.
Comentários: