Uma onça-pintada que mobilizou equipes de segurança e especialistas em fauna foi resgatada na manhã deste domingo (28), após ser encontrada escondida no quintal de uma residência na região da Gleba Guarani, em Foz do Iguaçu. O animal estava abrigado embaixo de um varal de roupas e permaneceu no local até a chegada das equipes responsáveis pelo resgate.
A ocorrência levou agentes da Polícia Militar Ambiental e pesquisadores do Projeto Onças do Iguaçu até o imóvel. Para garantir a segurança dos moradores e evitar que o felino fugisse ou ficasse ainda mais estressado, as ruas próximas foram isoladas enquanto era montada a operação de contenção.
O susto começou quando o morador Jhonatan Bruno Salvador ouviu um forte barulho no portão da casa. Ao verificar o que havia acontecido, se deparou com a onça.
"Ela estourou o portão. Minha esposa escutou um barulho e eu fui ver, achando que era alguém tentando entrar. Quando abri a porta, vi ela ali. Ela bateu a cabeça na porta e eu corri para o quarto. Foi um susto enorme", relatou.
Durante toda a movimentação, o morador falou em voz baixa para evitar qualquer reação do animal, que permanecia a poucos metros da residência.
Após a sedação, a onça foi retirada em segurança e encaminhada ao Refúgio Biológico da Itaipu, onde passará por avaliação clínica e ficará em observação antes de retornar à natureza.
Segundo a coordenadora do Projeto Onças do Iguaçu, Yara Barros, trata-se de um macho adulto com aproximadamente 75 quilos. A expectativa é que ele permaneça cerca de dois dias no refúgio para exames e recuperação. Somente depois desse período será definido o local mais adequado para sua soltura.
A principal hipótese dos pesquisadores é que este seja o mesmo animal flagrado caminhando por ruas do Parque da Lagoa na manhã de sábado (27). A avaliação é que a onça tenha deixado uma área de mata, perdido a orientação e acabado entrando na zona urbana, percorrendo diferentes bairros até buscar abrigo no quintal da residência.
A orientação caso encontre uma onça é não tentar se aproximar, evitar qualquer tentativa de espantar o animal e acionar imediatamente os órgãos ambientais, permitindo que o resgate seja realizado com segurança tanto para as pessoas quanto para a fauna.
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