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Sexta-feira, 17 de Julho 2026
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Operação da Polícia Civil mira família suspeita de usar projeto religioso para apoiar facção criminosa

Investigação apura apoio financeiro, logístico e comunicacional a integrantes de organização criminosa

Operação da Polícia Civil mira família suspeita de usar projeto religioso para apoiar facção criminosa
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A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quinta-feira (16), a Operação Fariseus para desarticular um grupo familiar suspeito de utilizar um projeto religioso para prestar apoio financeiro, logístico e de comunicação a integrantes de uma facção criminosa.

Durante a ação, foi cumprido um mandado de prisão preventiva, além de mandados de busca e apreensão. A Justiça também determinou a quebra dos sigilos telefônico, telemático e bancário dos investigados, além da suspensão temporária do acesso deles às unidades prisionais por meio de projetos religiosos.

As investigações, conduzidas pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco), apontam que a suposta assistência religiosa era utilizada para manter contato com presos, repassar recados, aproximar familiares e lideranças da facção, além de movimentar recursos financeiros de origem suspeita.

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A apuração começou após uma denúncia anônima informar que integrantes da família utilizavam o projeto religioso para entrar na Penitenciária Central do Estado (PCE). Embora a entrega de celulares e outros objetos ilícitos não tenha sido comprovada, a análise de aparelhos eletrônicos revelou conversas, fotografias, vídeos e movimentações financeiras consideradas incompatíveis com a atividade religiosa.

Segundo a Polícia Civil, também foram identificados contatos frequentes com presos e foragidos, intermediação de mensagens entre integrantes da facção e pessoas em liberdade, além de movimentações financeiras com uso de contas de familiares e terceiros para ocultar a origem dos recursos. Há indícios de que o dinheiro tenha sido utilizado para custear viagens, aquisição de veículos e procedimentos estéticos.

Outro ponto da investigação revelou viagens frequentes dos suspeitos a comunidades dominadas por uma facção criminosa no Rio de Janeiro. Conforme a polícia, foram encontradas imagens dos investigados ao lado de lideranças criminosas e homens armados com fuzis, pistolas, revólveres e rádios comunicadores.

Os investigados são suspeitos de integrar organização criminosa, corrupção de menor, tortura e lavagem de dinheiro. A Polícia Civil informou que a investigação continua com a análise do material apreendido e do fluxo financeiro para individualizar a participação de cada envolvido.

De acordo com a corporação, o nome da operação, Fariseus, faz referência ao suposto desvio da finalidade da atividade religiosa para favorecer integrantes de uma organização criminosa.

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