A Polícia Federal deflagrou no início da manhã desta quinta-feira (27) a operação "Mbarete" que está relacionada aos conflitos fundiários na Região de Guaíra, no Oeste do Paraná.
A origem dos fatos ocorreu em 3 de janeiro de 2025, quando homens encapuzados entraram na Aldeia indígena Yvy Okaju, em que grande parte está situada nas proximidades da Vila Eletrosul, e efetuaram disparos de arma de fogo atingindo duas crianças, e dois homens, sendo que um deles ficou paraplégico com a lesão sofrida pelos disparos.
As investigações apontaram a participação de alguns moradores da região os quais foram alvos de cumprimento de Busca e Apreensão autorizados judicialmente pela 1ª Vara federal de Umuarama.
Ao todo foram cumpridos 11 mandados de Busca e Apreensão. A operação conta com a participação da Polícia Civil e da Força Nacional.
NOME DA OPERAÇÃO
"Mbarete" - É uma palavra da língua Guarany, que reflete contextos de solidariedade e cooperação, assim como a importância da ajuda mútua e do apoio entre as pessoas e as comunidades.
SOBRE O ATAQUE
Dois homens e duas crianças indígenas foram baleados nesta sexta-feira (3) em uma aldeia localizada nas proximidades do bairro Eletrosul, em Guaíra.
De acordo com o boletim disponibilizado pela Guarda Municipal, as crianças, de 14 e 7 anos, foram atingidos na coxa e na panturrilha. Já o jovem, de 28 anos, sofreu um disparo na mandíbula, com fratura exposta.
O quarto envolvido, de 25 anos, está em estado mais grave, sendo dois disparos no tórax e um no punho direito. Todas as balas ficaram alojadas na vítima, onde uma delas atingiu ainda a coluna do homem, que estava sem movimento nas pernas.
As vítimas foram encaminhadas para a UPA de Guaíra para receberem atendimento médico, e em seguida foram transferidos para Toledo. Dois dos atingidos estão em estado grave.
Equipes da Força Nacional, Polícia Militar, Guarda Municipal e Polícia Federal estiveram no local.
A Polícia Federal informou que iniciou as investigações do caso e na manhã deste sábado (4) Peritos Criminais Federais realizaram perícia no local do conflito.
Os Avá Guarani, envolvidos na situação, fazem parte da aldeia Yvi Okaju (Yhovy). Lideranças indígenas afirmam que os conflitos se intensificaram nos últimos dias. Eles dizem que foram cinco ataques seguidos contra a aldeia.
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