Por volta das 16h45 de domingo (15), uma equipe da Polícia Militar foi acionada para verificar uma situação de jogo de azar que estaria ocorrendo no parque de diversões, localizado no centro de eventos de Entre Rios do Oeste.
No local, foi constatado que se tratava de um jogo conhecido como “jogo da bolacha”. Segundo a polícia, a vítima relatou ter participado da atração por duas vezes, vencendo a primeira aposta no valor de R$ 20 e a seguinte no valor de R$ 50. Conforme relato da vítima, em seguida, após outro apostador participar do jogo, foi desafiado a identificar onde estaria uma bolacha adesivada entre três opções disponíveis, ao apostar mil e quinhentos reais, acabou perdendo o valor.
A vítima contou que em seguida, foi novamente incitado pelo suposto golpista, responsável pela execução do jogo, a realizar nova aposta no mesmo valor, com a possibilidade de recuperar o montante perdido. Diante da insistência, a vítima aceitou o desafio e voltou a perder, totalizando um prejuízo de três mil reais.
Após as perdas, o homem apontado como golpista, devolveu-lhe o valor de uma das apostas, que somou 1.500,00, alegando que o fez para evitar que a polícia fosse acionada.
Em conversa com a polícia, o homem afirmou que devolveu a quantia em virtude do desespero demonstrado pela vítima, que teria revelado tratar-se do dinheiro destinado ao pagamento do aluguel.
Diante dos relatos, os policiais militares que atenderam a ocorrência entraram em contato com um investigador da Polícia Civil, para consultar o delegado plantonista quanto ao procedimento adequado, o qual determinou a lavratura de um termo circunstanciado de infração penal (TCIP), em razão da conduta de exploração de jogo de azar.
Na sequência, as partes foram orientadas a respeito da ilicitude da conduta, bem como sobre as medidas cabíveis.
A vítima informou que, naquele momento, não desejava representar formalmente contra o suspeito, mas manifestou intenção de fazê-lo posteriormente.
Diante dos fatos, foi confeccionado um boletim de ocorrência, o qual foi encaminhado à autoridade judiciária para as providências cabíveis.
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