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Sexta-feira, 08 de Maio de 2026
MERCADO E AÇOUGUE THOMAS
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Por que os produtores de soja estão adiando a compra de sementes

Ritmo de vendas está mais fraco do que em anos anteriores, afirmam sementeiras, que evitam arriscar projeções para a safra 2026/27

Por que os produtores de soja estão adiando a compra de sementes
Sementes de soja: no Brasil, segmento movimenta mais de R$ 30 bilhões por ano — Foto: Wenderson Araujo/CNA
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A indústria de sementes de soja , que movimenta mais de R$ 30 bilhões no Brasil por ano, vive um momento de atenção. Com o cenário de margens apertadas para o agricultor e de alta dos custos devido à guerra no Oriente Médio, representantes do segmento relatam atrasos na decisão dos produtores sobre as compras para a safra 2026/27 e evitam arriscar projeções para o próximo ciclo.

“Toda essa incerteza e as questões geopolíticas relacionadas a custo, especialmente fertilizantes, geram um ambiente de incerteza e atrasam a comercialização”, afirmou o presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Sementes de Soja (Abrass), André Schwening, durante o Encontro Nacional dos Produtores de Sementes de Soja (Enssoja), que aconteceu nesta semana em Foz do Iguaçu (PR).

Apesar do atraso na tomada de decisão dos produtores que o mercado tem percebido, o dirigente considera que ainda é cedo para fazer uma projeção sobre o desempenho do ano. A perspectiva, no entanto, é de que, no ciclo 2026/27, haja mais equilíbrio entre oferta e demanda, diferentemente do que ocorreu em 2025.

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“O ano passado foi, em termos climáticos, perfeito para se produzir não só sementes como grãos. Tivemos uma supersafra, e obviamente isso levou a uma oferta expressiva”, disse.

 

Para a Agroconsulta área de cultivo de soja não vai crescer no Brasil na temporada 2026/27. Segundo estimativa que a consultoria apresentou durante o Enssoja, a área continuará a ser de 49 milhões de hectares.

Apesar de a expansão ter se desacelerado nos últimos anos, Schwening acredita que a área de cultivo ainda tem potencial para crescer no Brasil, “especialmente em pastagens”, afirmou. Esse aumento, segundo ele, dependerá de questões como demanda, rentabilidade e cenário geopolítico.

Mercado "estressado"

Schwening afirmou que, ainda que a semente salva seja uma prerrogativa legal do agricultor, o crescimento da produção de sementes fez com que, no ano passado, o mercado ficasse “estressado” em termos de oferta.

“Mas este ano já é uma realidade bastante diferente, porque tivemos um período de colheita extremamente chuvoso, especialmente no Cerrado”, observou o dirigente, ressaltando que o clima afeta a qualidade das sementes. “[Isso] tem um impacto importante na oferta de sementes. E, se esse impacto é importante na indústria de sementes certificadas, é ainda maior na semente salva, por causa de questões de infraestrutura de produção”, explicou.

Aperto no crédito

Na sementeira Ouro Verde, que produz sementes em Minas Gerais há 50 anos, o ritmo de comercialização está abaixo do normal para esta época do ano, segundo o diretor-executivo da empresa, Guilherme Piva. Ele cita o aperto no crédito como a principal preocupação do setor no momento, mas diz acreditar que o cenário tende a evoluir a partir de maio.

FONTE/CRÉDITOS: Globo Rural
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