Clademar " Dinho" Maraskin, prefeito de Santa Helena vetou a criação de um vale- alimentação para vereadores.
O projeto que cria esse benefício aos parlamentares foi aprovado por maioria de votos no final de 2025, em sessão extraordinária e com manifestação contrária da oposição. Os vereadores Mauricio Weirich (MDB), Sandra Soethe (MDB) e Marcia Sotoriva (Progressista), foram contra a proposta. Já o vereador Francis Schley (UB), mesmo partido do presidente da câmara, Anderson Draghetti, foi um dos vereadores que aprovaram a benécie, mas que antes de terminar o ano, usou suas redes sociais para anunciar que declinaria do recebimento do benefício aprovado.
Os demais vereadores, Aquilis Alba (UB), Adriana Grasseli (PSD), Paulo Vasatta (PSD), Paulo Zembrzuski (Republicanos) e o próprio presidente Anderson Draghetti (UB), mantiveram posicionamento adotado na aprovação da matéria e o desejo de usufruir da benesse.
O UN repercutiu ontem uma matéria do blog Política Velho Oeste, a qual informava sobre o veto de projeto semelhante no município de Palotina. Boatos circulavam desde a semana passada nos bastidores da política local de que o prefeito Dinho Maraskin deveria também vetar a criação do vale que beneficia os vereadores.
Na manhã desta sexta-feira (9), em conversa com o UN, o prefeito Dinho Maraskin confirmou que vetou o projeto.
A assessoria do prefeito informou que o veto foi encaminhado à Câmara na segunda-feira (5).
Agora o documento será submetido ao plenário da Casa Legislativa que pode manter ou derrubar o veto do prefeito e confirmar o vale- alimentação de mais de DOIS MIL REAIS.
Um servidor do Legislativo repassou informações sobre a folha de pagamento da Casa e disse, pedindo anonimato, "aqui quem menos ganha são os vereadores e quem trabalha nos serviços gerais em empresa terceirizada, é coisa absurdamente fora da realidade" - revelou.
Segundo o mesmo servidor, o vale supriria um pouco dos gastos dos vereadores com as "mordidas" do povo.
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