Produtores rurais de Cascavel participaram nesta quarta-feira (25) de uma capacitação para o controle do mosquito borrachudo, problema que afeta tanto áreas rurais quanto urbanas do município.
A iniciativa é do Sindicato Rural de Cascavel e inclui orientações teóricas e atividades práticas. Durante o treinamento, os participantes foram até um rio, ambiente propício para a reprodução do inseto, onde aprenderam como identificar e combater as larvas em água corrente.
O projeto teve início em 2019, após reclamações de comunidades afetadas pela grande quantidade de mosquitos. A proposta foi inspirada em uma iniciativa já aplicada há mais de 20 anos no Rio Grande do Sul.
Na comunidade de São Martim, por exemplo, 31 produtores se uniram para adquirir biolarvicida. Foram investidos mais de R$ 4 mil na compra de dois galões de 10 litros, com custo dividido entre os participantes.
Com resultados positivos, o projeto foi ampliado para outras localidades, como Sede Alvorada, Barro Preto, Navegantes, Condomínio João de Barro, Colônia Melissa, Linha Sanepar, São Pedro do Lopeí e São Martim.
De acordo com especialistas, a aplicação correta do produto reduz a presença das larvas nos rios e, consequentemente, a população de mosquitos ao longo do tempo.
Além do incômodo causado pelas picadas, o borrachudo pode provocar reações alérgicas e impactar a produção rural, especialmente na pecuária leiteira. Em alguns casos, os animais podem sofrer ferimentos e queda na produtividade.
Durante a capacitação, os produtores também receberam orientações sobre os riscos à saúde. Entre as doenças associadas ao inseto está a oncocercose, uma infecção que pode causar complicações graves.
Por outro lado, especialistas destacam que não há comprovação de que o borrachudo transmita doenças como dengue, zika ou chikungunya, que estão associadas a outro tipo de mosquito.
A proposta do projeto é ampliar o controle da praga e melhorar a qualidade de vida das comunidades afetadas.
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