Aguarde, carregando...

Sábado, 29 de Agosto 2026
MERCADO E AÇOUGUE THOMAS
MERCADO E AÇOUGUE THOMAS
Futebol Jogadores

Levantamento inédito revela casos de assédio no futebol feminino

Em anonimato, atletas do Brasileiro Feminino respondem questões sobre preconceito, discriminação e sexualidade.

Levantamento inédito revela casos de assédio no futebol feminino
Foto: Arte: Daniel Silva
IMPRIMIR
Espaço para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.

Essa reportagem pode provocar gatilhos.

Maria estava no treino do próprio time quando ouviu de um superior as agressões que mudariam sua vida: "O preparador de goleiras disse que eu devia ser uma cavala sentando e que a buce***** devia ser bem branquinha."

A atacante - de nome real preservado, assim como todas as citadas ao longo desta reportagem - reportou o ocorrido ao vice-presidente do clube, mas foi mandada esquecer.

"Era uma brincadeira", disse o dirigente, que em seguida puniu a atleta, colocando-a para treinar em horários separados do grupo.

Quem foi ouvida?

O levantamento inédito, detalhado a seguir, ouviu 209 mulheres atletas entre clubes de todo o Brasil, participantes das três divisões do Campeonato Brasileiro Feminino - A1, A2 e A3.

E Maria, aos 28 anos, está longe de ser a única nessa história. Seu agressor? Foi promovido a supervisor menos de um mês depois.

Ao longo dos últimos meses e com a garantia do anonimato, jogadoras responderam questões sobre assédio, preconceito, discriminação e sexualidade, revelando os bastidores de histórias marcadas pela luta daquelas que buscam vencer na vida por meio do futebol no Brasil.

Só por ser mulher e atleta, Maria ouve ofensas das torcidas, já teve a sexualidade questionada por jogar futebol, e conta que sofreu assédio sexual, moral e também viu o mesmo acontecer com outras jogadoras.

 
Eu me senti oprimida e prejudicada. Tentei reportar, mas a situação só piorou, então deixei para lá e esperei o término do meu contrato (para ir embora).
— revela.
 

A quilômetros de distância, ainda que não se conheçam, todas essas mulheres carregam histórias marcadas por sonhos e dores.

Caroline, de 22 anos, esperava encontrar problemas para realizar o desejo de ser atleta. Só não imaginava que viveria agressões dentro de seu próprio ambiente de trabalho. A zagueira estava no treino quando o técnico do time em que jogava tentou beijar ela e outras meninas à força.

E assim como Caroline, 52,1% das 209 jogadoras ouvidas neste levantamento relatam terem sofrido algum tipo de assédio no futebol, seja sexual ou moral.

 

Leia a matéria completa no GE

FONTE/CRÉDITOS: Globo Esporte

Veja também

Não possui uma conta?

Você pode ler matérias exclusivas, anunciar classificados e muito mais!
WhatsApp Universo da Notícia
Envie sua mensagem, responderemos assim que possível ; )
Termos de Uso e Privacidade
Esse site utiliza cookies para melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar o acesso, entendemos que você concorda com nossos Termos de Uso e Privacidade.
Para mais informações, ACESSE NOSSOS TERMOS CLICANDO AQUI
PROSSEGUIR