Os gastos com o cartão corporativo da Presidência da República, durante a gestão de Jair Bolsonaro (PL), vieram à tona nesta quinta-feira (12/1), cumprindo a promessa de campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Sem o sigilo de 100 anos, as contas do ex-presidente revelaram ao menos R$ 27,6 milhões em despesas nos 4 anos de mandato — com altos valores gastos em hotéis de luxo e gastos pessoais com sorvetes e cosméticos. Este é o assunto mais comentado do Twitter durante a manhã de hoje.
Isso porque o presidente gastou R$ 13,6 milhões com hotéis, sendo R$ 1,4 milhão no Ferraretto Hotel, no Guarujá, cidade do litoral paulista. Segundo o Estadão, as diárias do Ferreto variam de R$ 436 (em promoção) a R$ 940. Assim, considerando um valor médio de R$ 500, o montante seria suficiente para mais de 2,9 mil diárias.
As informações sobre os gastos de Bolsonaro com o cartão foram conseguidas pela Fiquem Sabendo — agência de dados públicos especializada na Lei de Acesso à Informação (LAI).
Em padarias, Bolsonaro gastou R$ 581 mil ao longo do mandato. Ao todo, uma das filiais da padaria carioca Santa Marta recebeu R$ 362 mil do cartão corporativo da Presidência.
Os gastos contrariam o discurso do Bolsonaro que, ainda em março de 2022, em evento do PL, ao lado de figuras como o ex-presidente Fernando Collor, afirmou que teria acabado com "a farra com dinheiro público".
Vale destacar que o uso dos cartões corporativos pelo governo federal é regulamentado pelo Decreto nº 5.355/2005. Segundo o decreto, o cartão deve ser utilizado para "pagamento das despesas realizadas com compra de material e prestação de serviços, nos estritos termos da legislação vigente".
Mesmo com gasto considerado exorbitante, Bolsonaro gastou menos que Lula e Dilma. Veja!
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