Um brasileiro apontado pela polícia paraguaia como especialista em explosivos foi preso nesta quinta-feira (18) em Minga Guazú, no Paraguai, cidade localizada a cerca de 30 quilômetros de Foz do Iguaçu.
Emanuel Cidade Campos, de 23 anos, conhecido como "Guaraní", é suspeito de participação no mega-assalto que atingiu três bancos e uma casa de câmbio em Santa Rita, também no departamento de Alto Paraná, região de fronteira com o Brasil.
Segundo a Polícia Nacional do Paraguai, o brasileiro seria o responsável pela preparação dos explosivos utilizados para atacar as instituições financeiras durante a ação criminosa registrada na madrugada de terça-feira (16).
Além dele, um paraguaio de 30 anos e uma mulher de 34 anos foram detidos durante o cumprimento de mandados em uma propriedade rural apontada como esconderijo da quadrilha. No local, os policiais apreenderam armas, munições, coletes balísticos, miguelitos, máscaras, perucas e outros materiais utilizados em ações criminosas.
As investigações indicam que o grupo tem ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC). O ataque teve como alvo os bancos GNB, Familiar e Ueno, além de uma casa de câmbio. O prejuízo estimado ultrapassa 3 bilhões de guaranis e US$ 100 mil.
Outro detalhe que chamou a atenção dos investigadores é que Emanuel Cidade Campos havia sido dado como morto após uma operação policial realizada em 2024, em Juan León Mallorquín. Com a prisão, as autoridades paraguaias agora tentam esclarecer quem era a pessoa morta naquele confronto.
PRESOS
Ontem a polícia já tinha capturado José Cuevas Yegros, de 57 anos, e Ramón Leonardo Bogado Agüero, de 39 anos, ligados a uma pedreira na região de Emboscada. Eles são suspeitos de terem fornecido os explosivos utilizados pela quadrilha para atacar os bancos e a casa de câmbio.
Já nesta quinta-feira (18), a investigação avançou com a prisão do brasileiro Emanuel Cidade Campos, conhecido como "Guaraní", apontado pela polícia paraguaia como especialista em explosivos do grupo, além de outros dois suspeitos encontrados em um esconderijo em Minga Guazú, cidade próxima a Ciudad del Este e a cerca de 30 quilômetros de Foz do Iguaçu. No local foram apreendidos armamentos, munições, coletes balísticos, miguelitos e outros materiais utilizados pela quadrilha.
Portanto, o saldo da investigação até agora é de cinco presos: dois suspeitos de fornecer explosivos na quarta-feira e três supostos integrantes da quadrilha capturados nesta quinta-feira.
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