Por dia, segundo o Sindicato dos Bancários, são pelo menos 30 golpes denunciados à Delegacia de Estelionato de Cascavel. 21% dos golpes envolvem pessoas idosas.
Ações criminosas de todos os tipos, como o pagamento de dívidas inexistentes, liberação de consignados através do INSS, pedidos de ajuda de familiares ou empréstimos que nunca são devolvidos.
Até mesmo bancários aposentados estão sendo enganados e perdendo dinheiro através dos golpes eletrônicos. A facilidade que hoje existe para os mais jovens é a dificuldade para os mais velhos, e isso já virou uma epidemia.
Alguns bancos estão instalando dispositivos para minimizar os problemas. Mas só isso não adianta.
"Eles já têm um dispositivo, logo que a vítima percebe que foi enganada, já dá para travar. Os dados sensíveis das pessoas foram vazados no passado. O golpista, quando ele liga ou quando ele manda mensagem, fazendo com que a pessoa caia nisso, ele tem lá CPF, ele tem número de benefícios do INSS, o nome completo. Então, nem se fala, ele tem todos os dados da pessoa", afirmou Ivanildo Claro da Silva, diretor de imprensa do Sindicato dos Bancários de Cascavel.
Outra tentativa para a redução dos golpes é a criação da Patrulha do Idoso, uma equipe especializada para o atendimento de pessoas idosas, tanto de forma presencial como na divulgação de orientações para mais de 50 mil moradores em Cascavel.
Uma lei foi aprovada e sancionada para a criação da Patrulha no ano passado, mas, na prática, ela ainda não existe. Por isso, o Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa Idosa quer retomar o tema e já deu o primeiro passo, marcando uma reunião com os órgãos de segurança e outras secretarias municipais, buscando a efetivação deste novo dispositivo.
"É importante também que essas orientações venham da própria família, que a família possa orientar, que o nosso idoso esteja mais esperto com relação a isso. Então, vem por celular, vem por visita, vem por entrega, vêm até bancos ligando para sua casa como se fossem bancos, quando, na realidade, não são. Então, tem que haver mesmo, acho que há muito mais orientações", disse Sebastião Dias, presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa Idosa.
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