O Ministério Público do Paraná (MP-PR) ajuizou duas ações civis públicas contra o deputado estadual Matheus Viniccius Ribeiro Petriv, mais conhecido como Boca Aberta Júnior (Pros), por suspeita de improbidade administrativa. Segundo o órgão, o parlamentar está envolvido em um esquema de "rachadinha".
De acordo com as investigações, o deputado é suspeito de exigir pagamentos indevidos para o pagamento de despesas pessoais e de familiares, como o deputado federal Boca Aberta (Pros), que é pai dele.
Os pais do parlamentar - o deputado federal Boca Aberta e a vereadora de Londrina Mara Boca Aberta - também foram requeridos nas ações. Além disso, uma assessora foi citada em um dos processos.
O MP-PR afirmou que os pagamentos das vantagens indevidas eram feitos por meio da arrecadação de parte dos salários de assessores comissionados. Os valores chegam a R$ 87 mil.
Além disso, o MP-PR investiga se o deputado estadual desviou materiais que seriam entregues para colégios estaduais de Londrina, na região norte do estado.
O órgão informou que há a suspeita de Boca Aberta Júnior ter se apropriado indevidamente de kits esportivos e desviado os materiais para instituições privadas. Segundo as investigações, o deputado contou o auxílio de uma assessora.
O Grupo Especializado na Proteção ao Patrimônio Público e no Combate à Improbidade Administrativa (Gepatria) de Londrina apurou que cerca de R$ 204 mil em materiais esportivos foram desviados de instituições públicas.
Os processos tramitam na 2ª Vara da Fazenda Pública de Londrina.
O que dizem os citados
O deputado federal Boca Aberta disse que não existem provas contra a família. "Não vai provar porque não houve, não tem e jamais terá qualquer irregularidade com a família Boca Aberta", disse.
Ele disse que nunca houve exigência de pagamentos indevidos à família.
"O único racha de salário que tem é com o povo. Eu sempre racho com o povo. Quando eu era vereador, eu rachava 80% do meu salário com o Hospital do Câncer. Como deputado, eu ajudo com cesta básica. O que a gente fazia era uma vaquinha no gabinete e quem quisesse contribuir, contribuía.
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