Um médico ortopedista de Toledo foi condenado por ato de improbidade administrativa após cobrar de pacientes para antecipar cirurgias do Sistema Único de Saúde (SUS). A decisão é da 1ª Vara da Fazenda Pública e atende a uma ação civil pública do Ministério Público do Paraná (MPPR).
De acordo com a 4ª Promotoria de Justiça de Toledo, as cobranças indevidas ocorreram entre 2014 e 2015. O médico solicitava e recebia, em seu consultório particular, dinheiro em espécie de pacientes que aguardavam procedimentos na rede pública.
Em 2015, ele foi alvo de uma operação do MPPR em conjunto com o Gaeco e acabou preso em flagrante. Além do processo cível, responde a duas ações criminais por corrupção passiva — já foi condenado em uma delas e a outra segue em andamento na 2ª Vara Criminal de Toledo.
A sentença, expedida em 6 de agosto, determina a devolução de R$ 53,7 mil cobrados de forma ilegal, perda da função pública, descredenciamento do SUS, suspensão dos direitos políticos por oito anos, pagamento de multa de R$ 107,5 mil e proibição de contratar com o poder público.
O nome do médico não foi revelado e o processo segue em segredo de justiça.
