A Polícia Civil do Paraná cumpriu mandado de prisão preventiva contra um médico ginecologista de 81 anos investigado por suspeita de abuso sexual durante atendimentos médicos em Irati.
A prisão foi realizada após uma vítima de 24 anos procurar a delegacia e relatar um suposto abuso sofrido enquanto entrava em trabalho de parto. Segundo a Polícia Civil, o ato teria durado aproximadamente cinco minutos. Após o depoimento, a autoridade policial representou pela prisão preventiva do investigado, medida que contou com parecer favorável do Ministério Público e foi autorizada pelo Poder Judiciário.
O caso ganhou repercussão em fevereiro deste ano. Conforme a investigação, o profissional teria se aproveitado da relação de confiança com a paciente para praticar os abusos sob a justificativa de procedimentos médicos.
A investigação também apontou irregularidades no atendimento realizado em fevereiro de 2026. De acordo com a vítima, o médico teria realizado atos inadequados sem respaldo técnico e ainda deixado a paciente em situação vulnerável durante o exame enquanto atendia uma ligação pessoal.
A Polícia Civil identificou ainda ausência de registros adequados no prontuário médico, diferente do padrão adotado por outros profissionais da unidade. O médico foi indiciado pelo crime de violação sexual mediante fraude.
Durante o andamento do inquérito, outras duas mulheres foram identificadas e relataram situações semelhantes ocorridas nos anos de 2011 e 2016. Embora esses casos antigos não possam resultar em responsabilização criminal isolada devido à legislação vigente à época, os relatos são considerados importantes para demonstrar uma possível repetição de conduta.
A Polícia Civil orienta que outras possíveis vítimas procurem a delegacia para registrar denúncia. Informações também podem ser repassadas anonimamente pelos telefones 197 e 181.
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